29 de janeiro de 2012

Lanterna Verde

Regular. Lanterna Verde é um filme médio. E poderia ser bem melhor!

O filme sobre o herói Hal Jordan (um dos que encarnou o Lanterna nas histórias em quadrinhos) tem diálogos óbvios, cenas de fácil assimilação e enredo contínuo. Talvez a DC Comics tenha apoiado este formato devido à dificuldade que a história original traz, com muita gente no papel do herói, inimigos confusos e viagens através de galáxias surgidas no pensamento dos autores (se quer saber mais sobre o personagem das tirinhas, clique aqui).

Mas a melhor característica do personagem é pouco explorada no cinema. Lanterna Verde tem o poder de transformar em realidade qualquer pensamento. Não há limite! Mas o que poderia render ótimas cenas fica apenas em óbvios objetos.

Claro, é a introdução ao personagem e muitos pontos precisam de explicação em um primeiro filme. Mas isso tira tempo do que poderia render melhor. O tempo que o humano transformado em super-herói leva para ser treinado parece brincadeira. E a batalha final, entre o bem e o mal, é tão fácil que parece corriqueira.

Ryan Reynolds protagoniza o filme. Vai bem, mas não empolga. O melodrama fica por conta dele e da bela Blake Lively, sua par romântico, que vai devagar. Os assumem as características do filme.

Que a continuação seja melhor (assista as cenas pós-créditos).


Lanterna Verde / Green Lantern

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção
: Martin Campbell
Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard e Mark Strong
Duração: 105 min.
Gênero: Aventura
Ano: 2011
Roteiro: Michael Goldenberg, Marc Guggenheim, Michael Green e Greg Berlanti
Produção: Greg Berlanti e Donald De Line

25 de janeiro de 2012

The Artist

The Artist é o melhor filme do ano, não importa o que a Academia decida no Oscar. Um filme que já nasce clássico. Há muitos anos não me divertia tanto no cinema. Ao final na sessão fiquei torcendo internamente para que as pessoas começassem a aplaudir. Porque a minha vontade era de bater palmas, gritar, assobiar... É sem sombra de dúvidas o melhor filme que eu vi nos últimos tempos. E a homenagem definitiva aos primórdios do cinema.

O filme conta a história de George Valentin (Jean Dujardin), o grande rei dos filmes mudos, e da reviravolta que acontece em sua vida com a chegada do cinema falado. E de Peppy Miller (Bérénice Bejo), uma atriz jovem que ele ajuda no início de carreira. E faz tudo isso lindamente sem utilizar as palavras. Sim, The Artist é um filme mudo. Quase completamente. Os sons e palavras só entram muito timidamente para pontuar cenas importantes e quando o diretor brinca com o grande pesadelo dos atores naquela época: o de não terem voz. E a ausência das palavras é exatamente o ponto forte do filme. O que na época podia ser uma limitação é utilizado de forma magestosa pelo diretor Michel Hazanavicius, que garante ao espectador uma imersão completa no melhor que o cinema pode oferecer.

The Artist é completamente filmado em preto e branco. A história começa em 1927, quando o cinema mudo ainda dominava as salas de projeção, e termina na década de 40 e os seus magníficos musicais. Nesse período acompanhamos a decorrada de uma estrela, a aparição de outra e a reinvenção do cinema. É uma comédia deliciosa cheia de referências a grande nomes como Gene Hackman , Charles Chaplin, Judy Garland, Marlyn Monroe, Fred Asteire e Ginger Rogers. E a clássicos como Nasce uma Estrela, Cidadão Kane, Swing Time, entre tantos outros que minha limitação cinematográfica não consegue alcançar. Por isso vou até criar uma nova classificação: APLAUDA E ASSOBIE QUANDO ACABAR A SESSÃO. Que é uma classificação bem acima de PARE TUDO E VÁ VER.

Ah,o filme acabou de ganhar o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia ou Musical e é um dos favoritos ao Oscar. Jean Dujardin ainda ganhou a Palma de Ouro de Melhor Ator em Cannes (ele está de fato sensacional no filme). E o cachorrinho Uggie, que interpreta o mascote Jack, ganhou a Palm Dog Award. O filme ganhou prêmios em diversos festivais por onde foi exibido e acaba de ganhar o prêmio da crítica em Nova York.


CLASSIFICAÇÃO: APLAUDA E ASSOBIE AO FINAL DA SESSÃO

Título Original: The Artist
Elenco:
Jean Dujardin as George Valentin
Bérénice Bejo as Peppy Miller
Uggie as Jack (the dog)
John Goodman as Al Zimmer
James Cromwell as Clifton
Missi Pyle as Constance
Penelope Ann Miller as Doris
Malcolm McDowell as The Butler
Bitsie Tulloch as Norma
Beth Grant as Peppy's Maid
Ed Lauter as Peppy's First Chauffeur
Jen Lilley as Onlooker
Nina Siemaszko as Admiring Woman
Basil Hoffman as Auctioneer
Ben Kurland as Casting Assistant
Ken Davitian as Pawnbroker
Diretor: Michel Hazanavicius
Género: Comédia,Drama,Romance
Ficha Técnica: Duracao:1h50m | Origem: FR, 2011

Onde o Amor Está!

Não estou em uma fase de bons filmes. "Onde o Amor Está!" tem Gwyneth Paltrow como protagonista. Ok, ela é bacana, tem talento. Mas entre atuar e cantar, devia escolher a primeira opção. E não misturá-las de jeito algum! Em "Onde o Amor Está!", combinando com minha atual época cinematográfica, fica claro que ela decidiu aparecer para o mundo da música (de novo, depois de Duets – Vem Cantar Comigo).

Não consegui contar, mas há umas 20 músicas em todo o filme. São todas country, honrando o nome original da obra, Country Strong. E não é um musical! Quando não é Gwyneth no microfone, são Tim McGraw e Leighton Meester, dois jovens atores, ruins para mais de metro.

A cantoria não para. E o enredo é dos mais clichês possíveis. Shana Feste, diretora e roteirista, vai muito mal.

Aí vai a história... Kelly Canter (Gwyneth) era uma estrela da música country, mas o vício da bebida destruiu sua carreira. Agora que ela saiu da clínica de reabilitação, seu produtor e marido James (Tim McGraw) a quer de volta aos palcos. Mas esse recomeço pode ser difícil e, para sair em turnê, os dois contratam jovens para abertura de shows (a dupla de atores ruins). Assim, Beau Hutton (Garret Hedlund) e Chiles Stanton (Leigthon Meester) entram para a trupe.

A protagonista voltará a beber? Que dúvida. O cantor talentoso mais novo terá um caso com ela? Que dúvida. O marido parece um carrasco? Que dúvida. A menina cantora se apaixonará pelo colega novato? Que dúvida!

A surpresa é que o marido que parece carrasco na verdade é um herói, pois só sendo herói para agüentar uma mala como a personagem de Gwyneth. O ator Tim McGraw, mesmo tendo como profissão o canto, é o mais talentoso no filme. Tem mais um, digo, ponto inusitado, no fim. Mas o clichê está lá, saindo do esconderijo.

Não vale, a não ser que você seja amante de música country. Mesmo assim terá de aturar a cantoria selvagem. Não acaba mais! Gwyneth só pode ter o sonho de gravar um CD de sucesso, como seu marido Chris Martin, do Coldplay. Ou de ganhar um Oscar de melhor canção original. Este ponto, quase conseguiu, pois a música Coming Home recebeu indicação em 2011. Mas quanto ao CD, assim não conseguirá, Gwyneth.


Onde o Amor Está! / Country Strong

CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!

Ficha técnica:

Direção:
Shana Feste
Roteiro: Shana Feste
Elenco: Gwyneth Paltrow, Tim McGraw, Garrett Hedlund e Leighton Meester
Duração: 112 min.
Gênero: Drama
Ano: 2010

24 de janeiro de 2012

Cilada.com

Direto ao assunto: Cilada.com é ruim paca! Grosseiro, clichê ao extremo, sem graça. De verdade, só assista se não houver mais opção na locadora.

De tão ruim, minha cara metade, Angelica, pediu para escrever a resenha do filme. Ficou revoltada. Por ela, a resenha seria “é tão ruim que não vale nem escrever sobre ele”. E por isso estamos aqui os dois, escrevendo em conjunto.

Bruno Mazzeo é um comediante de sucesso. Filho de Chico Anysio, conseguiu aparecer com um belo programa – Cilada – no canal de televisão Multishow. Viramos fãs, até que ele começou a meter os pés pelas mãos. Na TV Globo sua primeira chance foi por água abaixo, com um seriado fraquinho. E agora, com este filme, só decepcionou.

A história é assim: Bruno (Bruno Mazzeo) é flagrado traindo sua namorada Fernanda (Fernanda Paes Leme) durante uma festa de casamento e leva um pé na bunda. Por vingança, ela publica na internet um vídeo dos dois transando. Mas o rapaz termina o sexo em 12 segundos. As imagens viram hit e Bruno torna-se celebridade, só que de forma ruim. Daí para frente ele tenta reverter esta imagem.

Como no seriado que originou o filme, os personagens principais têm o mesmo nome dos atores: Bruno e Fernanda. Brincadeirinha bacana... Mas passa a graça rapidinho.

E o que são algumas cenas? Tem uma em uma espécie de Alcóolicos Anônimos para ejaculadores precoces. Que mau gosto (assista e entenda). E o que são as cenas no trabalho de Bruno? Paralelamente ao problema pessoal, ele está mal no trabalho e não consegue desenvolver uma campanha publicitária. São muitas as tentativas de acertar, mas no final... fica por isso mesmo, sem o menor trabalho de voltar ao assunto.

E os palavrões desnecessários? Típico de filme brasileiro de antigamente. Essa fase já passou, Bruno Mazzeo!

Sob direção de José Alvarenga Júnior – de Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas e Divã, Cilada.com é... uma cilada ao espectador (como Os Normais 2 é). O único ponto positivo é incluir na trilha sonora uma gravação inédita de Lobão para sua canção "Por Tudo o Que For".

Cilada.com

CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!

Ficha técnica:

Direção
: José Alvarenga Jr.
Elenco: Bruno Mazzeo, Fernanda Paes Leme, Sérgio Loroza e Augusto Madeira
Duração: 95 min.
Gênero: Comédia
Roteiro: Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão, com colaboração de Marcelo Saback e José Alvarenga Jr.
Produção: Augusto Casé

23 de janeiro de 2012

Os Agentes do Destino

O destino da humanidade está traçado? A pergunta gera debates intermináveis, com crenças em todos os sentidos. Baseado no conto Adjustment Team, de Philip K. Dick, autor da história que deu origem a Blade Runner, o Caçador de Andróides, Os Agentes do Destino propõe discutir o tema. É ficção (será?) bacana. Não espere um filme cabeça. Mas é diversão com conteúdo.

Matt Damon e Emily Blunt comandam o filme. O promissor político David (Damon) perde uma eleição para o Senado dos Estados Unidos, mas no mesmo dia dos votos conhece a bailarina Elise (Emily). Ambos se apaixonam, mas uma estranha estrutura a la Homens de Preto ou Matrix quer impedir o romance.

David decide enfrentar o destino traçado por esta estrutura, mesmo que para isso sofra consequências que jamais havia imaginado.

Matt Damon mais uma vez é competente. Sustenta seu personagem, com o apoio de uma Emily Blunt também em atuação convincente. Os efeitos visuais - das portas que levam os agentes a outros locais - são bem produzidos. Nova York é mostrada quase por inteiro, pelo menos em seus tantos pontos turísticos, pois as pessoas se tela-transportam de um ponto ao outro da cidade.

Claro que há um monte de questões improváveis. Mas, vale ressaltar, é ficção. E aí pode-se mais, perde-se as amarras.

Assista com a mente aberta, à espera de uma boa diversão que mistura suspense e o improvável.

Os Agentes do Destino / The Adjustment Bureau

CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção
: George Nolfi
Elenco: Matt Damon, Emily Blunt, John Slattery e Anthony Ruivivar
Duração: 105 min.
Gênero: Ficção
Roteiro: George Nolfi, baseado em conto de Philip K. Dick
Ano: 2011

22 de janeiro de 2012

Os Imperdoáveis

Outro faroeste por aqui (depois de Os Indomáveis, abaixo, estou nesta fase). Desta vez, fui atrás de um consagrado. Os Imperdoáveis venceu o Oscar de 1993 como Filme, Diretor (Clint Eastwood), Ator Coadjuvante (Gene Hackman) e Edição. São prêmios top, que credenciam qualquer filme. Pena que tenham sido tão equivocados.

Barbaridade, este Os Imperdoáveis derrotou Perfume de Mulher na briga pelo Oscar. Não pode! É apenas de um filme comum, nem perto de ser um grande em seu gênero, pior ainda quando comparado sem limitação.

Bill Munny (Clint Eastwood), um pistoleiro aposentado, volta à ativa quando lhe oferecem US$ 500 para matar dois homens que cortaram o rosto de uma prostituta. Ele sai em companhia de dois pistoleiros (um deles interpretado por Morgan Freeman). Além da dupla de bandidos, o trio tem de enfrentar o xerife da cidade de Big Whiskey (Gene Hackman).

O problema é não há nexo no enredo. O objetivo dos bonzinhos é matar a dupla de bandidos. Mas isso acontece facilmente. E aí o filme se arrasta. Bill Munny, o protagonista, começa a voltar à velha forma... e claro que sai matando todo mundo.

Os Imperdoáveis foi o terceiro faroeste a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Os outros dois foram Dança com Lobos (1990) e Cimarron (1931). Seu roteiro ficou durante 20 anos rodando de mão em mão em Hollywood, esperando alguém que resolvesse filmá-lo. Dá para entender o motivo.


Obs: note a coincidência entre os cartazes de Os Indomáveis e Os Imperdoáveis.

Os Imperdoáveis / Unforgiven

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção
: Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman e Jaimz Woolvett.
Duração: 131 min.
Gênero: Faroeste
Roteiro: David Webb Peoples
Ano: 1992

15 de janeiro de 2012

Os Indomáveis

Filme de faroeste. Tem gente que odeia, gente que adora. Estou no meio termo, mas confesso que nunca assisti a um filme do gênero que seja espetacular. Este Os Indomáveis é bom. E para aí.

Refilmagem de Galante e Sanguinário (1957) e baseado em história de Elmore Leonard publicada na revista Dime Western Magazine (1953), o filme tem Russel Crowe e Christian Bale nos papeis principais.

Dan Evans (Bale) é um fazendeiro que enfrenta dificuldades financeiras e de relacionamento na família. Após mais um assalto, a uma diligência, o perigoso Ben Wade (Crowe) segue para uma pequena cidade do velho oeste. Lá ele é preso e logo é organizado um grupo para levá-lo até uma cidade distante, onde poderá ser enviado à prisão de Yuma, às 3h10 (daí o nome orginal, em inglês). Evans se oferece para integrar o grupo, desde que receba uma recompensa financeira que resolva seus problemas. A proposta é aceita, mas no meio do caminho vão surgir os comparsas de Wade.

É um típico faroeste. Só falta o duelo frente a frente. Não dá sono. Mas também não empolga. Quem assistir em DVD precisa assistir ao extra com um documentário sobre a época real dos bandidos bang bang. Bom documentário.

Voltando a Os Indomáveis, o fim água com açúcar me deixou decepcionado. Poderia ter algo diferente. Subiria bem na avaliação.


Os Indomáveis / 3:10 to Yuma

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção
: James Mangold
Elenco: Russell Crowe, Christian Bale, Logan Lerman e Dallas Roberts
Duração: 117 min.
Gênero: Faroeste
Ano: 2007

14 de janeiro de 2012

Carros 2

Depois de Carros, que vi há pouco tempo, corri à locadora para assistir a Carros 2. Não achei tão bom quanto o primeiro, e nem chega perto de clássicos como Monstros S. A., mas gostei.

Nesta seqüência, Relâmpago McQueen já venceu quatro vezes a Copa Pistão, a maior competição de corrida automobilística do país, equivalente à Nascar dos Estados Unidos Mas Francesco Bernouilli, campeão do torneio que remete à Fórmula 1, o desafia a participar do recém criado Grand Prix Mundial, evento organizado pelo empresário Miles Eixodarroda no qual todos os competidores usarão o novo combustível Alinol, em vez de um produto do petróleo, em três corridas: Japão, Itália e Inglaterra.

McQueen decide levar como equipe a turma de Radiator Springs, a cidade onde ficou “preso” na história inicial. Isso inclui seu melhor amigo Mate, um atrapalhado que agora se vê no meio de uma trama ao estilho James Bond. Aliás, o personagem Finn McMissile, um agente com cara de 007, é um Aston Martin DB5, veículo tradicional de Bond – mas no desenho ele tem até mísseis, o que nunca ocorreu na série de filmes inglesa.

O diretor John Lasseter teve a ideia da história durante a turnê de divulgação de Carros na Europa. Claro, lá, como cá, dominam os Fórmula 1. Há uma falta sentida, mal explicada no início do filme, que revelo: em homenagem a Paul Newman, que faleceu em 2008, seu personagem Doc Hudson, o treinador de McQueen, não foi incluído em Carros 2. No filme há apenas uma cena com o protagonista oferecendo seus troféus a Doc, sumido. Fica a impressão que ele morreu.

Última curiosidade: Lewis Hamilton, campeão de Fórmula 1, dubla um personagem com seu nome. Na versão exibida na América Latina este mesmo personagem é dublado e recebe o nome de Emerson Fittipaldi.

Carros 2 / Cars 2

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Ano:
2011
Direção: John Lasseter, Brad Lewis
Elenco (vozes): Owen Wilson e Larry the Cable Guy
Duração: 113 min.
Gênero: Animação
Roteiro: Ben Queen, baseado em história de Dan Fogelman, John Lasseter e Brad Lewis

11 de janeiro de 2012

Luta pela Liberdade

Ah, Ed Harris. Não faz mais isso. Muito ruim! Ruim demais Luta pela Liberdade (não confundir com Mandela - Luta pela Liberdade, oposto deste). Sabe aqueles filmes que passam na TV Bandeirantes? Não a Sexta Sexy! Aqueles que ninguém conhece os artistas, que o roteiro é uma porcaria, que as filmagens são mambembes, que o diretor é ator ao mesmo tempo... enfim, tudo parece amador. Está aí um exemplar, mas com o Ed Harris.

A história é sobre Liam (Ed Harris) e Chance (Brian Presley), pai e filho envolvidos com o mundo do crime até o dedinho do pé. Ambos estão presos, em cadeias diferentes. Assim que o rapaz sai, tenta levar uma vida normal, mas sabe que dificilmente isso dará certo, pois os amigos bandidos estão lá para puxá-lo à sarjeta.

Nada de novo, né? Mas fica pior, pois as interpretações são horrorosas! A exceção é Harris. Taraji P. Henson é outra cara (mais) famosa (foi indicada ao Oscar por Atriz Coadjuvante em Benjamin Button), mas também manda muito mal. Ash Adams é o diretor/roteirista/ator. Só está lá porque é o chefe. Mas quem dá medo é o tal de Chad Lindberg, com o personagem amigo dos dois bandidos principais. Nossa, que horror!

Amy Madigan, esposa de Harris, está no elenco. Mais uma que não agrada. Aliás, o que fica na cabeça de quem assiste é como Ed Harris aceitou participar desta porcaria. Pelo menos colocou a esposa na parada.

Luta pela Liberdade / Once Fallen

CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!

Ficha técnica:

Gênero
: Ação
Duração: 93 min.
Ano: 2010
Direção: Ash Adams
Roteiro: Ash Adams
Elenco: Ed Harris, Brian Presley, Ash Adams, Taraji P. Henson, Amy Madigan e Chad Lindberg

9 de janeiro de 2012

Larry Crowne - O Amor Está de Volta


Já viu filme ruim com o Tom Hanks? Eu não lembro. Mesmo na fase “alegrinho”, só atuando em comédias no começo da carreira, seus filmes são sempre bons. Larry Crowne - O Amor Está de Volta é mais um exemplo.

Quando é demitido do trabalho, Larry Crowne (Hanks, claro) percebe que já é hora mudar a vida. Com dívidas, ele retorna à universidade, a um curso rápido. Logo fica amigo de uma figuraça, que está sempre bem com a vida. Ela faz parte de um grupo de motoqueiros de vespas, que vão mudar a visão de Larry. Sua professora de discursos, Mercedes Tainot (Julia Roberts), é linda e tem um casamento em frangalhos. Odeia dar aula, mas começa a se surpreender com o novo aluno.

A história é meio batida, não? Mas o interessante é que os dois não estão à procura de um amor. Nem passa pela cabeça deles. Claro que vão se apaixonar. Mas não é um filme com dois infelizes que encontram a felicidade do nada. Eles não estão bem, mas pensam que a vida é assim. Até saberem que dá para melhorar.

Hanks é o protagonista, o diretor (seu segundo filme, depois de The Wonders - O Sonho Não Acabou) e roteirista, em parceria com Nia Vardalos (a estrela de Casamento Grego). Atenção: estamos longe do melhor filme de Hanks. Mas bem perto de uma boa diversão, com elenco de primeira.

Larry Crowne - O Amor Está de Volta / Larry Crowne

CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO

Ficha técnica:

Lançamento
: 2011 (EUA)
Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston e Rami Malek
Duração: 98 min.
Gênero: Comédia romântica
Direção: Tom Hanks
Roteiro: Tom Hanks e Nia Vardalos

Missão Impossível – Protocolo Fantasma

“Cenas de tirar o fôlego”. Descrição de muitos filmes de ação. Mas a frase realmente é a melhor para descrever Missão Impossível – Protocolo Fantasma. Tom Cruise volta no quarto episódio da série cinematográfica com suas tradicionais cenas turbinadas. E bota turbinadas nisso!

Desde as básicas perseguições automobilísticas e a tradicional corrida a pé de Cruise até uma pancadaria entre duas mulheres, o filme oferece ação das boas. Tudo acontece agora sem ajuda da agência IMF, contratante de Ethan Hunt, o personagem de Cruise. É o chamado Protocolo Fantasma, que define não haver mais agência, ou seja, proteção, ajuda e armas, a não ser as que já estão com eles (e isso é muita coisa). Hunt e seus amigos estão abandonados, e contra a ameaçã de guerra nuclear. Impossível a missão?

O ritmo do filme é bom, mas exagera na comédia. Sim, há comédia. E o suspense, com isso, diminui muito. O comediante Simon Pegg manda bem, mas o roteiro o deixa brilhar mais que o necessário.

É um filme exagerado? Claro. Mas é o estilo. E em sua característica vai bem. Brad Bird, o diretor, estréia no cinema de “carne e osso”. Só havia feito desenhos: O Gigante de Ferro - sem sucesso -, Os Incríveis e Ratatouille. E agora faz uma animação com atores. No melhor estilo "exército de um homem só" (com três ajudantes), o herói supera várias "fases", como em um video-game. Funciona.


Missão Impossível – Protocolo Fantasma / Mission Impossible – Ghost Protocol

CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO

Ficha técnica:

Ano
: 2012
Direção: Brad Bird
Elenco: Tom Cruise, Simon Pegg, Jeremy Renner e Paula Patton
Duração: 133 min.
Gênero: Ação

8 de janeiro de 2012

O Poder e a Lei

Muito bom O Poder e a Lei! Típico filme policial, com muito tribunal e suspense. Tem uma trama boa, com reviravoltas que se encaixam, sempre mantendo a chama da dúvida acesa, até o último momento.

Dirigido pelo desconhecido Brad Furman, a adaptação do livro de Michael Connelly (roteirista do filme, com John Romano), traduzido no Brasil como “Advogado de Porta de Cadeia", pode não apresentar qualquer novidade, masnão precisa. Não inventa, aposta no roteiro e funciona.

Mick Haller é um advogado de rua, daqueles dos livros de Dashiell Hammett, como Seara Vermelha e O Falcão Maltês (quem não conhece e gosta do gênero policial precisa ler). “Não existe cliente mais perigoso que o inocente, pois com um inocente o advogado não pode errar” é o lema que carrega. Seu escritório é o banco de trás do carro, o modelo clássico americano presente no título original: "The Lincoln Lawyer". Ao defender um riquinho, acusado de espancamento de uma prostituta, desperta uma importante conexão com um crime do passado.

Matthew McConaughey não é dos meus atores prediletos, mas manda muito bem como o protagonista. Ele é malandro e cínico, no bom sentido, e, acima de tudo, inteligente. Marisa Tomei interpreta sua ex-esposa, com quem ele teve uma filha. Ryan Phillippe é o defendido pelo advogado. William H. Macy, que sempre faz papel de desajustado, desta vez é o parceiro investigador.

Grandes interpretações, diálogos cortantes, roteiro e direção de primeira. Assista.


O Poder e a Lei / The Lincoln Lawyer

CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!

Ficha técnica:

Ano
: 2011
Duração: 118 min.
Gênero: Policial
Direção: Brad Furman
Roteiro: John Romano e Michael Connelly
Elenco: Matthew McConaughey, Ryan Phillippe, Marisa Tomei, John Leguizamo, William H. Macy, Josh Lucas, Michael Peña, Bryan Cranston, Frances Fisher, Shea Whigham e Margarita Levieva

7 de janeiro de 2012

Aproximação

De agora em diante está decidido. Juliette Binoche é chata. Desculpem os fãs da estrela francesa, mas eu tentei. Assisti a Cachê, e adorei. Também vi Anti-Heróis, no qual participa pouco. É bom. Alice e Martin, fraco! Cópia Fiel, horroroso. E, agora, Aproximação. Muito ruim.

Ok, não vi Morro dos Ventos Uivantes, A Insustentável Leveza do Ser, a trilogia azul, vermelha e branca, nem Chocolate e O Paciente Inglês. Posso, assim, ter perdido os melhores dela. Mas todos estes são até 2000. Na fase “depois de 2000” já tentei quatro (Alice e Martin é de 2000). E que horror (tirando Cachê)!

A mulher é linda, e claro que tem talento. Mas tudo o que sabe em interpretação é o inverso em escolha de filmes! E aí fica muito chata!

Neste Aproximação a primeira meia hora é perdida. A cena inicial é de um judeu com uma palestina em um trem. Do nada eles se beijam. Ok, parece que aí vem filme político... longe disso!

Os 25 minutos seguintes são confusos, com um funeral de um idoso. A filha dele, interpretada por Binoche, tem um parafuso a menos e chega a seduzir o irmão adotivo.

Em seguida vem o que descreve a sinopse: Ana (Binoche) atende à vontade do falecido pai: vai a Israel acertar contas com um passado que ela escondia, no mesmo momento em que acontece a retirada de israelenses da faixa de Gaza.

Aliás, é preciso dizer: o único ponto positivo do filme é a retirada das pessoas. Pelo menos o espectador aprende como é uma polícia e um exército contra sua nação. Contra por ordem maior, mas sem querer atacar. Ambos têm de retirar compatriotas de Gaza.

Do resto, em toda a duração, ruim pra mais de metro! E a cena inicial do beijo? Simbólica? Provocativa? O diretor irraelense Amos Gitai diz algo a quem assiste? Nada disso. Simplesmente um desperdício de tempo.

No meio do filme cheguei a entrar na internet para verificar se não havia confundido a atriz. Não... é Binoche mesmo quem fez, especialmente, Cópia Fiel. Ah, aí está outro ponto positivo de Aproximação: é apenas um centímetro melhor que Cópia Fiel, devido às cenas em Gaza. Mas isso é elogio? Não!

Aproximação / Disengagement

CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!

Ficha técnica:

Duração
: 115 min.
Gênero: Drama
Direção: Amos Gitai
Ano: 2007
Elenco: Juliette Binoche, Liron Levo e Jeanne Moreau

4 de janeiro de 2012

O Primeiro Amor

O nome é ruim. Dá impressão de ser como Meu Primeiro Amor, aquele com o Macaulay Culkin. Esqueça o nome. O filme tem outra pegada. Lembra o ótimo 500 Dias com Ela, mas só lembra, no estilo de edição. É uma grande pedida.

Durante a segunda série, Bryce e Juli têm seu primeiro encontro. Juli, a menina, sabe que é amor. Bryce, o menino, tem certeza que não - ao contrário. Nos dias e anos seguintes, Bryce faz tudo para mantê-la longe – enquanto Juli continua apaixonada.

Baseado em livro de Wendelin Van Draanen, é uma comédia romântica. Mas é diferente. O espectador observa os dois lados da moeda. Vê-se a versão dele para um determinado fato, e em seguida a versão dela para o mesmo acontecimento. E esse vai e volta é muito bem editado. Fica muito interessante, nem um pouco chato.

Para uns, Juli é a "mala" da história. Para outros, ele é arrogante. Eles crescem e... aí só assistindo ao filme. Adianto apenas que com a adolescência da dupla o filme cativa ainda mais.

O Primeiro Amor / Flipped

CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO

Ficha técnica:

Ano: 2010
Direção: Rob Reiner
Elenco: Madeline Carroll, Callan McAuliffe, Rebecca De Mornay e Anthony Edwards.
Duração: 90 min.
Gênero: Comédia Romântica
Roteiro: Rob Reiner e Andrew Scheinman, baseado no livro de Wendelin Van Draanen

3 de janeiro de 2012

Um Quarto em Roma

Duas mulheres saem de um bar e param em um quarto de hotel no coração de Roma. É o chamado Um Quarto em Roma. Lá passam 12 horas nuas, fazendo tudo o que de pode imaginar, já sabendo que terão de se separar pela manhã. Uma irá voltar à Espanha. A outra, para seu hotel perto dali. As 12 horas vão mudar suas vidas.

Filmado totalmente em um ambiente – o dito quarto -, o longa espanhol tem suas qualidades, como o crescente clima de amor e desespero entre as duas. Mas peca especialmente em dois motivos: a atuação de Natasha Yarovenko e a soberba.

Explico: Natasha, que interpreta uma das duas mulheres (homônima sua) é muito ruim. Sua participação é artificial demais, compromete até a atuação da colega Elena Anaya (de A Pele que Habito), que vai melhor como Alba. Já a soberba surge na pretensão de o filme se tornar uma obra-prima. Começa a viajar e ligar as ações dentro do quarto aos quadros pendurados na parede. Fica falso em demasia, não cola.

O interessante de Um Quarto em Roma - uma refilmagem homossexual de Na Cama (de 2005) - é que a dupla começa mentindo mutuamente. Até que percebem que a oportunidade bateu à porta do tal quarto. Oportunidade de ser feliz ou de ter uma lembrança marcante.

Um Quarto em Roma / Habitación en Roma

CLASSIFICAÇÃO: ATÉ VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Elenco: Elena Anaya, Natasha Yarovenko e Enrico Lo Verso
Gênero: Romance
Ano: 2010
Roteiro: Julio Medem
Duração: 110 min.
Direção: Julio Medem

2 de janeiro de 2012

O Gato

Ele é pouco conhecido no Brasil. Mas nos Estados Unidos é sucesso há décadas. Se você já ouviu falar em The Cat in the Hat, vale muito assistir. Se não, esqueça.

Aportuguesado para O Gato, o filme é de 2003. Foi extremamente criticado ao ser lançado, pois, com público-alvo em crianças, tem piadas de duplo sentido, humor negro e conteúdo bastante adulto. Eu, que já deixei a infância faz tempo, gostei!

Não é desenho. É live-action, com pessoas interpretando o gato e seus amigos. No papel do felino está Mike Myers. Dakota Fanning faz uma das crianças que, em um dia comum, se deparam com um gato gigante que fala.
O Gato, junto com o peixe de estimação também falante (desenho) e os agitados Coisa 1 e Coisa 2 (aqueles que originaram as camisetas vermelhas com Thing escrito), mostra para as crianças como podem ter um dia com muita diversão. No fim vem a lição de moral.

Mesmo com a crítica ruim, o filme conseguiu recuperar o valor do orçamento, estimado em US$ 109 milhões, com uma arrecadação mundial de US$ 139 milhões.

Repito: o non-sense do gato vale principalmente para quem já ouviu algo de suas histórias, originárias do escritor Dr. Seuss. É na linha do Grinch, outro personagem dele.


O Gato / The Cat in the Hat

CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO

Ficha técnica:

Direção : Bo Welch
Roteiro: Alec Berg
David Mandel
Elenco: Mike Myers, Dakota Fanning, Spencer Breslin, Alec Baldwin, Kelly Preston, Amy Hill e Sean Hayes
Ano: 2003
Duração: 81 min.
Gênero: Infantil

30 de dezembro de 2011

Trabalho Sujo

Amy Adams e Emily Blunt interpretam duas irmãs que estão mal na vida. Rose Lorkowski (Amy) é trabalhadora, mas não consegue mais sustentar o filho como faxineira. Norah não gosta de pegar no batente e ainda mora com o pai. As duas decidem entrar em um novo negócio: limpar locais onde pessoas morreram.

O filme é bom, mas peca pela atuação de Amy Adams (A Jovem Rainha Vitória e O Lobisomem). Ela faz as mesmas caras que fez em Encantada, mesmo com o filme tendo uma pegada totalmente diferente. Uma pena. Já falei aqui: mesmo com filmes tão bons (como Julie & Julia, O Vencedor, Dùvida e Jogos de Poder), faz cada filminho (Uma Noite no Museu 2, Vira Lata, A Última Noite de Solteiro e Casa Comigo?). Trabalho Sujo não é filminho... mas ela atrapalha.

Emily Blunt vai melhor, mas também não tem uma atuação de destaque. O melhor é Alan Arkin – o avô de A Pequena Miss Sunshine. É o mais sereno na atuação, como de costume.

Aliás, os produtores de Trabalho Sujo são os mesmos de Miss Sunshine. Tem até uma levada semelhante, sem contar – nome original – Sunshine Cleaning -, mas fica bem atrás do filme com a garotinha que quer ser miss.

A ideia é boa e a atenção do espectador está garantida. Vale o ingresso.


Trabalho Sujo / Sunshine Cleaning

CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Ano: 2009
Direção: Christine Jeffs
Elenco: Amy Adams, Emily Blunt, Alan Arkin e Jason Spevack.
Duração: 91 min.
Gênero: Comédia / Drama
Roteiro: Megan Holley
Produção: Jeb Brody, Peter Saraf, Marc Turteltaub e Glenn Williamson

Os Pinguins do Papai

Filme com o Jim Carrey. Sempre fui defensor dele, mas realmente as caretas não param. Os Pinguins do Papai é mais do mesmo. Pulos, quedas, gafes... e caretas. Típico filme do cara.

Trata-se de uma adaptação do livro Mr. Popper's Penguins, de 1938, escrito pelo casal Richard e Florence Atwater. Na obra, Senhor Popper é um modesto pintor de casas que sonha em ser pesquisador no Ártico e começa a trocar cartas com exploradores. Um deles envia de presente um pinguim, que o Senhor Popper mantém em uma caixa de gelo. Quando percebe, já tem 12 pinguins. Ele então forma o grupo Popper's Performing Penguins e cai na estrada com o espetáculo das aves performáticas.

A versão do filme é muito diferente. Retrata o Senhor Popper como um poderoso empresário que recebe de herança seis pinguins. Conforme conhece e se apega aos novos "colegas", tem sua vida virada de cabeça para baixo, para melhor.

De vez em quando se consegue rir. Os efeitos são bons, mas nada do outro mundo: a produção utilizou pinguins reais durante as filmagens, mas também usou computação gráfica. Eles dançam, pulam... cada um tem uma característica, como os Sete Anões.

É, no geral, a mais nova opção para a Sessão da Tarde. E longe de se transformar em um clássico, como tantos que passam lá.


Os Pinguins do Papai / Mr. Popper's Penguins

CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE

Ficha técnica:

Ano
: 2011
Direção: Mark Waters
Elenco: Jim Carrey, Carla Gugino, Madeline Carroll e James Tupper.
Duração: 94 min
Gênero: Comédia
Roteiro: Sean Anders, John Morris e Jared Stern, baseado em livro de Richard Atwater e Florence Atwater

29 de dezembro de 2011

Atraídos pelo Crime

Três policiais com o diabinho sussurrando no ouvido: “vai, haja errado”. Richard Gere, Don Cheadle e Ethan Hawke interpretam o trio. São três atores de peso, que valorizam o filme e o deixam bacana.

Gere é Eddir Dugan, que está a sete dias da aposentadoria. Seu histórico profissional não é dos melhores. Não tem amigos, não tem família. Precisa todo dia encontrar um motivo para não se suicidar. Garantir a segurança das pessoas? Não é com ele.

Cheadle (Hotel Ruanda e Homem de Ferro 2) é Tango, que trabalha infiltrado pelas ruas. É amigo de bandidos, especialmente Caz (Wesley Snipes – sim, ele está vivo), um chefe do tráfico de drogas. Ele vai pender para o lado dos marginais?

Hawke é Sal, um homem sob pressão. A esposa está grávida de gêmeos e o dinheiro – para o casal, os dois filhos e agora os gêmeos – está curto. O problema pode ser resolvido ao surrupiar uma grana em qualquer batida policial contra traficantes.

As três histórias fluem ao mesmo tempo. Eles até se cruzam fisicamente, mas não têm seus enredos entrelaçados. Todos lidam com a pressão da profissão, e os dois últimos com a tentação do dinheiro oriundo do tráfico de drogas.

É o primeiro filme com Wesley Snipes em papel de destaque lançado nos cinemas americanos em cinco anos. Desde Blade Trinity (2004) todos os filmes com ele foram lançados diretamente em DVD. Gosto dele – e acredito que manda bem neste Atraídos pelo Crime.

É também o segundo filme em que o diretor Antoine Fuqua e o ator Ethan Hawke trabalham juntos. O anterior foi o ótimo Dia de Treinamento. Apesar da temática semelhante, a diferença entre os dois é enorme. Mas Atraídos vale o ingresso.

Atraídos pelo Crime / Brooklyn's Finest

CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO

Ficha técnica
:

Ano: 2010
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Richard Gere, Don Cheadle, Ethan Hawke e Wesley Snipes
Duração: 132 min.
Gênero: Policial
Roteiro: Michael C. Martin

27 de dezembro de 2011

Melancolia

Agora, sim. Este, sim, é um filmaço. Melancolia, creio, é do primeiro time da história do cinema. Acaba de entrar para a lista dos melhores que já vi. Pelo menos entre os cinco está, fácil fácil.

Lars von Trier, diretor do longa, correu o risco em 2011 de ficar marcado pela declaração que deu em pleno Festival de Cannes (disse “entender” Adolf Hitler). Virou “persona non grata” e foi expulso do evento. Pois bem… o que vai marcá-lo mesmo é esta estupenda obra. O resto – as bobagens que ele fala – é... resto.

E vamos ao que interessa, o filme. Melancolia é dividido em dois capítulos, chamados Justine e Claire, em referência às irmãs vividas por Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg. Ainda há uma primeira sequência com belas cenas ao som de Wagner, relatando o encontro do planeta Terra com o tal planeta Melancolia.

A primeira parte retrata o casamento de Justine e Michael (Alexander Skarsgard), enquanto que a segunda mostra Claire lidando com o fato de o planeta Melancolia se aproximar da Terra.

Muda o capítulo, muda a protagonista, muda o clima. Por mais que as duas partes pareçam filmes totalmente diferentes – ótimo neste caso -, elas têm uma ligação nada simplória: o pessimismo de von Trier com a sociedade. No caso de colisão entre Melancolia e Terra, é certo que toda a humanidade morrerá, mas o que o cineasta dinamarquês mostra é que internamente a situação já está a beira de uma catástrofe, os humanos já estão em fase desesperadora.

Na parte Justine do filme, a do casamento, o egoísmo impera. O pai de Justine (John Hurt) só pensa em mostrar que namora com duas mulheres ao mesmo tempo; a mãe (Charlotte Rampling) faz questão de deixar claro que não se importa com os outros, nem com as filhas; o chefe (Stellan Skarsgard) só pensa em tirar proveito da funcionária-noiva, mesmo que para isso humilhe seu sobrinho (que, seduzido, só pensa em ficar com Justine, e dane-se o marido dela); o cunhado (Kiefer Sutherland) só se preocupa com o gasto da festa; e a irmã, Claire, pensa apenas na aparência, no que os convidados pensarão.

São personagens de uma festa "non-sense", um casamento que deixa o espectador com raiva da “louca” Justine.

Passando à parte Claire, o filme vira de cabeça para baixo. E a qualidade continua! Aí é a vez de quem está vendo se contorcer no sofá para saber o que irá acontecer. Passa-se a assistir a um filme-catástrofe, mas sem qualqer cena de destruição. O que se mostra é a parte psicológica de viver em um planeta à beira da morte. À beira mesmo, pois a destruição está alí, a poucos dias. O egoísmo do personagem de Sutherland (marido de Claire e cunhado de Justine), até então o mais lúcido, se intensifica. Ele toma uma atitude covarde, tirada de letra por sua esposa.

O elenco, já deu para perceber, é dos mais famosos. E todos vão muito bem. As duas protagonistas – a linda Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg – vão muito bem. Mas têm apoio firme de Sutherland e Skarsgard, os dois melhores. Eles são o ponto de equilíbrio das duas, a ala mais sensata da família. É inacreditável como têm paciência com elas!

E as imagens que surgem na tela? Barbaridade! Uma mais bela que as outra. Os efeitos em câmera (muito) lenta dão mais beleza ainda a cada tomada. São baseadas em luz, incríveis.

Melancolia é um filme diferente. Goste ou não, o espectador fica em transe após a sessão. Eu adorei. Tire a prova. Assista!


Melancolia / Melancholia

CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!

Ficha técnica:

Ano: 2011
Direção: Lars von Trier
Elenco: Kirsten Dunst, Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland, Alexander Skarsgard, John Hurt e Charlotte Rampling
Duração: 130 min.
Gênero: Ficção
Roteiro: Lars von Trier
Produção: Meta Louise Foldager e Louise Vesth

26 de dezembro de 2011

A Árvore da Vida

Já vou direto ao ponto: odiei A Árvore da Vida. Quem não viu o filme, acredite - e confira os argumentos. Quem já viu, e ameaça agora parar de ler este texto pensando que nada entendi da obra, insista um pouco, e tenha certeza: percebi todos os sinais religiosos, compreendi as metáforas, achei as imagens lindas e até gostei das atuações. Mas, peneirando toda a pretensão do diretor Terrence Malick, sobra nada de bom.

Trata-se de um filme grandioso, em dois pontos. É grandioso nos 138 minutos, que parecem jamais acabar (há 25 minutos de cenas da criação do mundo. E o que são as cenas de dinossauros?!?!?). E é grandioso na pretensão do diretor. É daqueles filmes que deixam tudo nas entrelinhas, que enseja reflexão a todo momento, que pretende ser “o” filme. Acredite, não é.

Sim, adoradores do filme. O autor deste texto gosta e sabe refletir. O que eu questiono é a forma disso acontecer. O filme não anda! Li inúmeras críticas e a maioria vangloria o fato de o filme pedir uma segunda chance, de ser necessário assistir de novo para entendê-lo. Mas que avaliação é essa? Para mim, se o filme precisa de uma segunda chance, no mínimo, já sai perdendo.

Com dois peso-pesados do cinema mundial - Brad Pitt e Sean Penn -, A Árvora da Vida teria repercussão muito menor sem eles. Aliás, Pitt vai muito bem e consegue passar o amor que sente pelos filhos apesar da rigidez como pai. Mas é incrível como Sean Penn aceitou fazer um papel tão ridículo quanto o de filho de Pitt – já adulto, claro. Penn disse, após o lançamento, que até hoje não entendeu o que era o seu papel. Nem ele, nem eu, nem meio planeta Terra! Aparece poucas vezes, não fala (se fala, é pouco, garanto) e não “encaixa”. Pena.

A história é a de uma família nos anos 1950. São três meninos, com um pai rígido e uma mãe amorosa. Pai e mãe não se falam - jamais. Mas não há um clima de guerra na casa. Há, sim, uma animosidade gerada pelo pai, que parece não saber outra forma de cuidar dos filhos. Quem conta o que se passa é o filho mais velho, já adulto. É a morte em família que dá a largada às lembranças.

Contando assim parece até que vem algo bom pela frente. Esqueça.

Terrence Malick é um cara recluso. Surgiu em 1973 com o filme Terra de Ninguém. Mesmo com a fama, esperou cinco anos pelo segundo filme, Cinzas no Paraíso. Vinte anos depois (!!!) voltou com Além da Linha Vermelha. Em 2005 lançou O Novo Mundo. E agora este. No Festival de Cannes, entrou na sala do cinema após as luzes serem apagadas – e saiu antes do fim da apresentação. Não gosta de tirar fotos. Não dá entrevista. Parece-me que gosta de manter uma aura de "especial", ideia que ele tenta implantar neste filme.

O que importa é que o filme pretensiosamente tenta encontrar o segredo da vida. Fica longe disso. É construído para que deixe a sensação de “iluminação” aos que gostaram, e que propicie um sentimento de culpa a quem não gostou. Comigo, não, Malick. Não gostei e não sinto qualquer culpa por isso.


A Árvore da Vida / The Tree os Life

CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!

Ficha técnica:

Direção: Terrence Malick
Roteiro: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain e Fiona Shaw
Duração: 138 min.
Gênero: Drama
Ano: 2011
Produção: Dede Gardner, Brad Pitt, Sarah Green, Grant Hill e William Pohlad
Música: Alexandre Desplat

24 de dezembro de 2011

Anti-Heróis

De vez em quando é ótimo assistir a um belo filme policial. Adoro o gênero, mas ultimamente tem sido difícil achar bons exemplares. O estilo clássico de filme tenso que deixa a solução policial para o final está cada vez mais raro. Raro sim, mas não impossível de ser encontrado. Com Al Pacino e Ray Liotta, Anti-Heróis só podia ser desta “classe”. E é!

Com a dupla que a cada 10 filmes faz 8 no gênero policial, Anti-Heróis tem atores de peso. Channing Tatum (de Querido John) é o protagonista. Katie Holmes faz sua esposa. E Juliette Binoche é a jornalista que atrapalha o plano dos bandidos (neste caso, fardados, de dentro da polícia).

Jonathan (Channing Tatum) entra para a polícia aos 30 anos. Coincidentemente (será?), passa a trabalhar no Queens, onde seu pai também foi policial. Casado e com uma filha, tem sua estabilidade familiar ameaçada por cartas que prometem revelar um antigo segredo. Este segredo é logo revelado para o espectador, que ao mesmo tempo acompanha sua vida na infância, com ótimo elenco mirim (comandado por Jake Cherry, de Uma Noite no Museu 1 e 2, que interpreta Jonathan criança). Mas fica em suspense quem o ameaça. Somente na última cena a solução chega.

Claro, não é o melhor filme policial de todos os tempos. Tem falhas de roteiro, como a doença da filha de Jonathan, que em nada acrescenta à história. Mas para quem está sedento do gênero, vale bastante.

Baseado em um livro seu não publicado, Dito Montiel assumiu a direção, o roteiro e a produção. Chamou “pesos-pesados” da Holywood policial – Pacino e Liotta - e acrescentou gente não acostumada a este tipo de filme – Binoche, Holmes e o protagonista Tatum. A mistureba dá certo.


Anti-Heróis / The Son of No One

CLASSIFICAÇÃO: DUCA

Ficha técnica:


Direção: Dito Montiel
Roteiro: Dito Montiel
Produção: Dito Montiel, Avi Lerner, John Thompson e Holly Wiersma
Elenco: Channing Tatum, Al Pacino, Juliette Binoche, Katie Holmes e Ray Liotta
Duração: 94 min.
Gênero: Policial
Ano: 2011

23 de dezembro de 2011

O Planeta dos Macacos – A Origem

Relutei muito em assistir a O Planeta dos Macacos – A Origem. Sou fã de carteirinha do original O Planeta dos Macacos, de 1968, e de todas as suas continuações. Não fui ao cinema porque acreditei que assistir à recente obra estragaria as lembranças sobre Cornélia, César e os humanos que chegam a um planeta dominado por chimpanzés. Mas agora, em DVD, resolvi arriscar e encarar este prelúdio da saga. Difícil explicar... mas tento: é um bom filme, mas para quem não é fã da série.

Há 43 anos O Planeta dos Macacos mostrava um futuro apocalíptico para os humanos, com um planeta (a Terra ou não) dominado por uma raça de símios falantes. O longa-metragem gerou quatro continuações: De Volta ao Planeta dos Macacos (1970), A Fuga do Planeta dos Macacos (1971), A Conquista do Planeta dos Macacos (1972) e A Batalha do Planeta dos Macacos (1973).

O sucesso despertou o interesse do público e, em 1974, a franquia rendeu uma série de televisão com 14 episódios. Uma série animada ainda chegou, com 13 episódios, no ano seguinte. Não parou por aí. Em 2001 o diretor Tim Burton ressuscitou O Planeta e deu uma visão sombria sobre o primeiro longa-metragem, com Mark Wahlberg como protagonista. Apesar dessa longa trajetória, nenhum destes filmes contou o que havia acontecido para o domínio do planeta por macacos.

O Planeta dos Macacos – A Origem responde a essa questão. Mas isso é bom? Para o fão aqui, não! O filme se esforça e tem um bom ritmo. Os efeitos visuais são inacreditáveis. César, o macaco-chefe, é de tirar o fôlego e pode gerar o primeiro Oscar a um ator – Sergis Gives (Golum, de O Senhor dos Anéis) - sem que ele apareça no filme. Mas e a magia? E as perguntas sem respostas que tanto fazem pensar? Saudosismo meu? Pode ser. Mas gostava de imaginar teorias de como os macacos dominaram os humanos. Não me "apatece" a ideia de um remedio qualquer causar isso.

A história de O Planeta dos Macacos – a Origem nasce em Will Rodman (James Franco), um renomado cientista da empresa de engenharia genética Gen-Sys. Rodman está empenhado em descobrir a cura para o Mal de Alzheimer, doença que acometeu seu pai, Charles (John Lithgow). Para isso, desenvolve um vírus que regenera o tecido cerebral humano danificado. Ao usar chimpanzés como cobaias, percebe que eles evoluem, que começam a raciocionar. Uma das cobaias dá à luz César, que herda o vírus de sua mãe e apresenta inteligência acima da média.

Daí para frente dá para imaginar. Ponto muito positivo são as homenagens à saga original. Surge uma cobaia chamada Cornélia, um jornal indica que uma nave espacial está perdida no espaço, o orangotango é o braço direito de César... e, claro, o próprio líder César. Quem lembra da obra de 1968 sabe o que esses pontos querem dizer.

Ainda há “coincidências”, como o nome da mãe de César - "Bright Eyes" -, o mesmo apelido dado a Taylor (Charlton Heston) pelo Doutor Zira no Planeta original. O nome do personagem de Tom Felton é Dodge Landon, referência para Dodge (Jeff Burton) e Landon (Robert Gunner), colegas de Taylor no original.

Também há brincadeiras, como César imitando a clássica pose de O Pensador, de Rodin, ou o anúncio do filme Fuga de Alcatraz durante a rebelião dos símios na ponte Golden Gate. Até King Kong é lembrado na pele de um gorila rebelde.

Ok, saindo a sensação de fã traído, o filme vale. Mas não precisava, digo, acabar com as indagações que fazem pensar. Espero que as continuações (sim, haverá continuações, já que o fim é obscuro) deixem o imaginário fluir.


O Planeta dos Macacos – A Origem / The Rise of Planet of the Apes

CLASSIFICÇÃO: VALE O INGRESSO

Ficha técnica:

Elenco
: James Franco, Freida Pinto, Andy Serkis, Brian Cox, Tom Felton, David Hewlett e John Lithgow
Direção: Rupert Wyatt
Gênero: Aventura
Duração: 105 min.
Roteiro: Rick Jaffa e Amanda Silver
Ano: 2011