Tilda Swinton é aquela ruiva/loira/algumas vezes morena que só de aparecer na tela já causa silêncio, já pede atenção do espectador. É ótima, em papeis quase sempre difíceis. É mais lembrada por As Crônicas de Nárnia. Também atuou em Conduta de Risco, com indicação ao Oscar por Atriz Coadjuvante. Mas seu mais recente filme é o estupendo Precisamos Falar Sobre o Kevin. Neste Um Sonho de Amor, lançado em 2010, novamente dá um show, agora falando em italiano e, pouco, em russo. Em qualquer idioma a mulher manda bem.
Estamos em Milão, Itália. Há duas décadas Emma Recchi (Tilda) deixou a Rússia para se casar com Tancredi (Pippo Delbono), herdeiro de uma tradicional família dona de uma fábrica de tecidos. Ela se torna mãe de três, Edoardo (Flavio Parenti), Elisabetta (Alba Rohrwacher) e Gianluca (Mattia Zaccaro), e vive repleta de luxo. Um dia, em meio a uma festa, conhece Antonio (Edoardo Gabbriellini), um cozinheiro que vai até a casa dos Recchi para entregar um bolo a Edoardo, a quem tinha acabado de vencer em uma corrida (supõe-se que de carros). Emma e Antonio passam, mais à frente, a viver um tórrido romance.
Ao primeiro olhar, o filme, italiano, parece mais uma história de amor impossível, daquelas que o casal luta contra tudo e contra todos. Não é bem assim. É mais sobre uma mulher que abriu mão de uma vida e que agora vê a oportunidade de se livrar das rédeas. Seu marido nunca se apaixonou por ela, sempre a teve como um troféu. Seu país de origem, a Rússia, foi obrigatoriamente “esquecido”. A tradição da família Recchi a obriga a sempre estar com tudo em cima, incluindo aí jantares caprichados. Nem sua filha pode assumir o amor por outra mulher – e ela não vê jeito de ajuda-la.
O tenebroso cenário é mostrado ao espectador aos poucos, com sutileza. Tilda teve de aprender a falar italiano e russo para o filme. É até curiosa a cena em que ela não entende um homem – possível comprador da fábrica da família – que chega falando inglês.
O diretor e roteirista Luca Guadagnino e Tilda trabalharam no projeto por 11 anos (no Oscar 2011 concorreu por Figurino). O centro de toda a história é ela. E ela se sobressai com facilidade. Há cenas fortes do romance entre o cozinheiro e a madame. Mas são bem colocadas no enredo. Não é o melhor filme de Tilda – assista a Precisamos Falar Sobre o Kevin. A primeira metade, até o romance vingar, demora. Depois, pega no breu. Mas vale por ela.
Um Sonho de Amor / Io sono l'Amore
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Elenco: Tilda Swinton, Gabriele Ferzetti, Alba Rohrwacher e Marisa Berenson
Direção: Luca Guadagnino
Roteiro: Luca Guadagnino
Gênero: Drama
Ano: 2010
Duração: 120 min.
28 de maio de 2012
25 de maio de 2012
2 Filhos de Francisco
Chegou o meu momento de ser piegas neste espaço. Podem falar o que quiserem, mas este filme é bem bonito. Talvez por ter origens caipiras eu tenha gostado mais do que o público em geral, no entanto acredito que seja uma oportunidade bacana para conhecer a história de uma das duplas mais famosas do Brasil.
O filme retrata desde a infância sofrida em Goiás, a insistência de Seu Francisco em tornar seus filhos grandes cantores (fazendo-os tomar -isso mesmo, tomar- um ovo diariamente), a tragédia da perda do primeiro irmão de Zezé que fez dupla com ele, a chegada em SP, os sacrifícios e o estrelato.
Posso falar? Chorei um monte. Deixando os preconceitos de lado, não tem como não se emocionar com tanta luta, mesmo que agora Zezé de Camargo e Luciano estejam meio em baixa e mesmo para quem não gosta de música sertaneja.
O elenco é de peso (considerando que é um filme nacional...): Dira Paes, Ângelo Antonio (eternamente Beija-Flor), Lima Duarte, Márcio Kieling (eternamente Perereca), Maria Flor, Natália Lage, Jackson Antunes, Paloma Duarte.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Ano: 2005
Gênero: Drama
Duração: 132 min.
Direção: Breno Silveira
O filme retrata desde a infância sofrida em Goiás, a insistência de Seu Francisco em tornar seus filhos grandes cantores (fazendo-os tomar -isso mesmo, tomar- um ovo diariamente), a tragédia da perda do primeiro irmão de Zezé que fez dupla com ele, a chegada em SP, os sacrifícios e o estrelato.
Posso falar? Chorei um monte. Deixando os preconceitos de lado, não tem como não se emocionar com tanta luta, mesmo que agora Zezé de Camargo e Luciano estejam meio em baixa e mesmo para quem não gosta de música sertaneja.
O elenco é de peso (considerando que é um filme nacional...): Dira Paes, Ângelo Antonio (eternamente Beija-Flor), Lima Duarte, Márcio Kieling (eternamente Perereca), Maria Flor, Natália Lage, Jackson Antunes, Paloma Duarte.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Ano: 2005
Gênero: Drama
Duração: 132 min.
23 de maio de 2012
A Ocasião Faz o Ladrão
Este cara aí ao lado não pode ser o Keanu Reeves. Será que o homem passou por cirurgia plástica? Ou ao sair de Matrix teve uma deformação facial? Não pode ser ele! Está uns 20 anos mais novo! Em A Ocasião Faz o Ladrão, tanto no cartaz quanto no filme, o ator está irreconhecível.
Dizendo-se uma comédia, o filme passa longe de fazer rir. E, assim, só pode ser ruim. A sinopse até que promete: um homem é injustamente acusado de roubar um banco em Buffalo, no estado de Nova York, Estados Unidos. Ao sair da cadeia ele decide que é justo agora realizar o crime pelo qual foi condenado. Pede ajuda ao amigo que surgiu na cadeia e elabora um plano: utilizar um antigo túnel que liga um teatro ao banco.
Devagar, quase parando, muito monótono, Não há qualquer surpresa. E tudo é muito fácil para o bando - além da dupla que sai da cadeia, o personagem e Reeves reúne os caras que o colocaram lá (?!?!?!?!).
Só vale assistir de graça, quando nada mais for opção. No máximo!
Obs: depois de um tempo, a distribuidora brasileira mudou o cartaz do filme. Veja a diferença no Keanu Reeves!

A Ocasião Faz o Ladrão / Henry’s Crime
CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!
Ficha técnica:
Gênero: Comédia
Duração: 108 min.
Direção: Malcolm Venville
Roteiro: Sacha Gervasi e David N. White
Ano: 2010
Elenco: Keanu Reeves, Judy Greer, Vera Farmiga, James Caan, Peter Stormare e Fisher Stevens
Dizendo-se uma comédia, o filme passa longe de fazer rir. E, assim, só pode ser ruim. A sinopse até que promete: um homem é injustamente acusado de roubar um banco em Buffalo, no estado de Nova York, Estados Unidos. Ao sair da cadeia ele decide que é justo agora realizar o crime pelo qual foi condenado. Pede ajuda ao amigo que surgiu na cadeia e elabora um plano: utilizar um antigo túnel que liga um teatro ao banco.
Devagar, quase parando, muito monótono, Não há qualquer surpresa. E tudo é muito fácil para o bando - além da dupla que sai da cadeia, o personagem e Reeves reúne os caras que o colocaram lá (?!?!?!?!).
Só vale assistir de graça, quando nada mais for opção. No máximo!
Obs: depois de um tempo, a distribuidora brasileira mudou o cartaz do filme. Veja a diferença no Keanu Reeves!

A Ocasião Faz o Ladrão / Henry’s Crime
CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!
Ficha técnica:
Gênero: Comédia
Duração: 108 min.
Direção: Malcolm Venville
Roteiro: Sacha Gervasi e David N. White
Ano: 2010
Elenco: Keanu Reeves, Judy Greer, Vera Farmiga, James Caan, Peter Stormare e Fisher Stevens
21 de maio de 2012
O Exótico Hotel Marigold
LÍGIA SANCHES, enviada especial ao cinema
Ideal para o domingão meio frio, meio cinzento, meio chuvoso, “O Exótico Hotel Marigold” (belo roteiro baseado no romance “These Foolish Things”, de Deborah Mogach) é daqueles filmes que ao se ler a sinopse e checar o elenco dá para saber que vem coisa boa. Ninguém sai do cinema decepcionado depois de rir um bocado e quem sabe derramar algumas lágrimas.
A história é simples - um grupo de idosos britânicos decide largar a vida previsível, típica da idade, em geral marcada por apertos econômicos e afetivos, e sair em busca de algo novo, ou diferente. O destino, a Índia, e o hotel decaído que dá nome ao filme dirigido por John Madden (“Shakespeare Apaixonado”). Nada sai como imaginaram, lógico, mas quando tudo parece dar errado surpresas podem acontecer.
O elenco é sensacional, composto de atores do nível de Jud Dench, a Evelyn, recém-viúva que se nega a viver com o filho; Maggie Smith, a Muriel, mulher ranzinza e preconceituosa que, diante da necessidade de uma cirurgia, acaba aceitando ir se tratar aonde os custos são menores; Tom Wilkinson é Graham, advogado que já morou na Índia e volta à procura do amor de ontem. E ainda Bill Nighy, o Douglas, e Penelope Wilton, a Jean, formando um daqueles pares para quem a vida em comum já deu. Completam o time Ronald Pickup, o Norman, e Celia Imrie, a Madge, dois coroas dispostos a descobrir alguma possibilidade de relação amorosa e um sexo legal, se possível.
Finalmente, o indiano Dev Patel, o Sonny, gerente do Hotel Marigold, oferecido na propaganda como um lugar luxuoso, confortabilíssimo e com serviço de primeira, capaz de agradar à galera inglesa. É ele, Dev (que foi o astro, ainda garoto, do vencedor “Quem Quer Ser Um Milionário”), o personagem que dá uma costura à trama, correndo (literal e cansativamente) pela cidade, falando por todos os cotovelos e desesperado para fazer seu negócio dar certo e ainda conquistar a namorada. Ufa, personagem excessivo.
Não vou contar detalhes dos personagens e seus percalços, entre xícaras e xícaras de chá, sob pena de estragar a possibilidade de uma bela sessão. O filme vai mostrando por meio das histórias de cada um que, sim, a vida e as pessoas ainda podem surpreender para melhor.
O Exótico Hotel Marigold / The Best Exotic Marigold Hotel
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Diretor: John Madden
Elenco: Judi Dench, Maggie Smith, Tom Wilkinson e Dev Patel
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 124 min.
Ano: 2012
Ideal para o domingão meio frio, meio cinzento, meio chuvoso, “O Exótico Hotel Marigold” (belo roteiro baseado no romance “These Foolish Things”, de Deborah Mogach) é daqueles filmes que ao se ler a sinopse e checar o elenco dá para saber que vem coisa boa. Ninguém sai do cinema decepcionado depois de rir um bocado e quem sabe derramar algumas lágrimas.
A história é simples - um grupo de idosos britânicos decide largar a vida previsível, típica da idade, em geral marcada por apertos econômicos e afetivos, e sair em busca de algo novo, ou diferente. O destino, a Índia, e o hotel decaído que dá nome ao filme dirigido por John Madden (“Shakespeare Apaixonado”). Nada sai como imaginaram, lógico, mas quando tudo parece dar errado surpresas podem acontecer.
O elenco é sensacional, composto de atores do nível de Jud Dench, a Evelyn, recém-viúva que se nega a viver com o filho; Maggie Smith, a Muriel, mulher ranzinza e preconceituosa que, diante da necessidade de uma cirurgia, acaba aceitando ir se tratar aonde os custos são menores; Tom Wilkinson é Graham, advogado que já morou na Índia e volta à procura do amor de ontem. E ainda Bill Nighy, o Douglas, e Penelope Wilton, a Jean, formando um daqueles pares para quem a vida em comum já deu. Completam o time Ronald Pickup, o Norman, e Celia Imrie, a Madge, dois coroas dispostos a descobrir alguma possibilidade de relação amorosa e um sexo legal, se possível.
Finalmente, o indiano Dev Patel, o Sonny, gerente do Hotel Marigold, oferecido na propaganda como um lugar luxuoso, confortabilíssimo e com serviço de primeira, capaz de agradar à galera inglesa. É ele, Dev (que foi o astro, ainda garoto, do vencedor “Quem Quer Ser Um Milionário”), o personagem que dá uma costura à trama, correndo (literal e cansativamente) pela cidade, falando por todos os cotovelos e desesperado para fazer seu negócio dar certo e ainda conquistar a namorada. Ufa, personagem excessivo.
Não vou contar detalhes dos personagens e seus percalços, entre xícaras e xícaras de chá, sob pena de estragar a possibilidade de uma bela sessão. O filme vai mostrando por meio das histórias de cada um que, sim, a vida e as pessoas ainda podem surpreender para melhor.
O Exótico Hotel Marigold / The Best Exotic Marigold Hotel
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Diretor: John Madden
Elenco: Judi Dench, Maggie Smith, Tom Wilkinson e Dev Patel
Gênero: Comédia Dramática
Duração: 124 min.
Ano: 2012
17 de maio de 2012
A Onda
Um professor assume as aulas de autocracia, contra sua vontade. Ele queria lecionar sobre anarquia, sua especialidade. Preocupado em ensinar, decide proporcionar aos alunos uma experiência prática de como se constrói um governo autocrático, absolutista. Ele é o líder e os alunos, seus seguidores A vivência dura uma semana. Tempo suficiente para a Alemanha nazista de Hitler surgir na experiência escolar.
O filme é muuuiittto bom. Com o perdão do trocadilho, dá uma aula de como surgem movimentos autoritários. Logo no começo um dos alunos diz: "a gente não tem pelo que lutar. Não tem com o que se revoltar. Sabe quem é a pessoa mais procurada no Google? A Paris Hilton!". E outro, em cena à frente, completa: “não há possibilidade de a Alemanha voltar a ter um movimento nazista”.
Com o passar dos dias, o grupo de alunos começa a se vestir da mesma maneira e a menosprezar os não-membros da organização. Não demoram a aparecer atitudes violentas e coercivas, típicas de uma ditadura. Não demora à realidade desmentir o último aluno.
Baseado em uma história real da década de 1960 na Califórnia, Estados Unidos, o filme alemão mostra como de uma centelha nasce o fogo. Os alunos e o professor são envolvidos pela sensação de poder, de grupo, do uniforme. Imagine o que é a combinação destes três fatores! Simples: horror.
Ao transpor o caso para a Alemanha, familiarizada com o horror do autoritarismo, o diretor e roteirista Dennis Gansel alertaa para a importância de refletir sobre os atos sangrentos do passado. E do presente, em que movimentos xenófobos e neonazistas indicam que os demônios de uma autocracia "moderna" estão à espreita.
A Onda / Die Welle
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Direção: Dennis Gansel
Gênero: Drama
Ano: 2008
Elenco: Frederick Lau,Max Riemelt,Frederick Lau,Jennifer Ulrich,Christiane Paul e Cristina do Rego
Duração: 106 min.
Roteiro: Dennis Gansel e Todd Strasser
O filme é muuuiittto bom. Com o perdão do trocadilho, dá uma aula de como surgem movimentos autoritários. Logo no começo um dos alunos diz: "a gente não tem pelo que lutar. Não tem com o que se revoltar. Sabe quem é a pessoa mais procurada no Google? A Paris Hilton!". E outro, em cena à frente, completa: “não há possibilidade de a Alemanha voltar a ter um movimento nazista”.
Com o passar dos dias, o grupo de alunos começa a se vestir da mesma maneira e a menosprezar os não-membros da organização. Não demoram a aparecer atitudes violentas e coercivas, típicas de uma ditadura. Não demora à realidade desmentir o último aluno.
Baseado em uma história real da década de 1960 na Califórnia, Estados Unidos, o filme alemão mostra como de uma centelha nasce o fogo. Os alunos e o professor são envolvidos pela sensação de poder, de grupo, do uniforme. Imagine o que é a combinação destes três fatores! Simples: horror.
Ao transpor o caso para a Alemanha, familiarizada com o horror do autoritarismo, o diretor e roteirista Dennis Gansel alertaa para a importância de refletir sobre os atos sangrentos do passado. E do presente, em que movimentos xenófobos e neonazistas indicam que os demônios de uma autocracia "moderna" estão à espreita.
A Onda / Die Welle
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Direção: Dennis Gansel
Gênero: Drama
Ano: 2008
Elenco: Frederick Lau,Max Riemelt,Frederick Lau,Jennifer Ulrich,Christiane Paul e Cristina do Rego
Duração: 106 min.
Roteiro: Dennis Gansel e Todd Strasser
14 de maio de 2012
Cavalo de Guerra
Belas imagens e cenas grandiosas. A esses dois pontos resume-se o mérito de Cavalo de Guerra. De resto, um cavalo que só falta falar deixa a história totalmente inverossímil.
Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver em uma fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal uma conexão jamais imaginada.
Batizado de Joey, o cavalo, claro, é o “salvador da pátria”. Até que chega a Primeira Guerra Mundial e Joey tem de ser vendido. Nos campos de batalha Joey também é um “negócio”. E o destino faz com que ele e Albert se reencontrem.
Steven Spielberg teve como base para o filme o livro "War Horse", de Michael Morpurgo, lançado em 1982. É um livro infantil. E assim o filme é. O cavalo é mmmmmuuuiiiittttooooo inteligente. Consegue ler pensamentos. E antecipa problema de seus “donos” e “colegas” cavalos.
Nenhum problema em ser um filme para crianças ou adolescentes, desde que não se passe por um filme adulto, daqueles bem sérios. Pena. Ficam apenas as imagens...
Cavalo de Guerra / War Horse
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Lee Hall e Richard Curtis
Elenco: David Thewlis, Benedict Cumberbatch, Jeremy Irvine, Emily Watson, Peter Mullan e Tom Hiddleston
Ano: 2011
Gênero: Drama
Ted Narracot (Peter Mullan) é um camponês destemido e ex-herói de guerra. Com problemas de saúde e bebedeiras, batalha junto com a esposa Rose (Emily Watson) e o filho Albert (Jeremy Irvine) para sobreviver em uma fazenda alugada, propriedade de um milionário sem escrúpulos (David Tewlis). Cansado da arrogância do senhorio, decide enfrentá-lo em um leilão e acaba comprando um cavalo inadequado para os serviços de aragem nas suas terras. O que ele não sabia era que seu filho estabeleceria com o animal uma conexão jamais imaginada.
Batizado de Joey, o cavalo, claro, é o “salvador da pátria”. Até que chega a Primeira Guerra Mundial e Joey tem de ser vendido. Nos campos de batalha Joey também é um “negócio”. E o destino faz com que ele e Albert se reencontrem.
Steven Spielberg teve como base para o filme o livro "War Horse", de Michael Morpurgo, lançado em 1982. É um livro infantil. E assim o filme é. O cavalo é mmmmmuuuiiiittttooooo inteligente. Consegue ler pensamentos. E antecipa problema de seus “donos” e “colegas” cavalos.
Nenhum problema em ser um filme para crianças ou adolescentes, desde que não se passe por um filme adulto, daqueles bem sérios. Pena. Ficam apenas as imagens...
Cavalo de Guerra / War Horse
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Lee Hall e Richard Curtis
Elenco: David Thewlis, Benedict Cumberbatch, Jeremy Irvine, Emily Watson, Peter Mullan e Tom Hiddleston
Ano: 2011
Gênero: Drama
11 de maio de 2012
Europa
Não sou o maior especialista em Lars von Trier. Longe disso! Mas depois de assistir ao incrível Melancolia, decidi dar crédito ao homem. Busquei Europa, seu primeiro filme a chamar atenção. Muito bom!
Na Alemanha pós Segunda Guerra Mundial (lá vem o tema do nazismo ao diretor que disse "ententer" Adolf Hitler), as tropas americanas começam a desmilitarizar o país e a capturar os colaboradores do Partido Nazista, enquanto enfrentam o ataque furtivo dos "Lobisomens", um grupo alemão que resiste à ocupação. Chega a Berlim Leopold Kessler, um jovem idealista americano de ascendência alemã que vai trabalhar na Zentropa, a empresa ferroviária que se torna um dos pivôs da luta entre americanos e "Lobisomens". Os dois lados querem tirar vantagem de Kessler, que tenta manter-se neutro.
Uma das grandes sacadas de Trier é montar a história de um americano que deseja ir à Alemanha logo após a derrota nazista. Kessler, o americano, diz a certa altura que chega ao antigo inimigo exatamente para ajudar a reconstruí-lo, em um ato de altruísmo.
Mas as boas ideias não param por aí. Europa é considerado o “pai” de A Lista de Schindler, não pela história, mas pelas cenas prioritariamente em preto e branco, com toques de coloridos.
É uma trama de suspense e romance que se desenrola em meio à produção técnica que o próprio Trier definiu como o ápice de sua obsessão por controle da imagem. Não há efeitos especiais, as câmeras são sempre diretas nos personagens, com imagens chapadas.
Aliás, essas características são resultado de um movimento cinematográfico lançado por Trier e seu conterrâneo Thomas Vinterberg, o Dogma 95. Segundo as regras do projeto, para um cinema mais realista e menos comercial, deve-se seguir 10 “votos de castidade”, como não usar truques fotográficos e filtros e utilizar apenas câmeras em mãos.
Trier não seguiu muitos em Europa, mas tentou ser fiel ao “espírito” do movimento. Trier montou um elenco extremamente diverso. Tem alemão, americano, francês... todos juntos, em uma mistureba que dá jogo.
Por Europa, o dinamarquês recebeu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio de Melhor Contribuição Artística no Festival de Cannes de1991. Merecido.
Europa / Europa
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Elenco: Jean- Marc Barr, Barabara Sukowa, Lawrence Hartman, Udo Kier, Eddie Constantine, Ernst- Hugo Järegård, Erik Mork, Jorgen Reenberg, Henning Jensen, Lars von Trier e Max von Sydow (narrador)
Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier e Niels Vorsel
Produção: Peter Aalbæk Jensen e Bo Christensen
Ano: 1991
Gênero: Suspense
Na Alemanha pós Segunda Guerra Mundial (lá vem o tema do nazismo ao diretor que disse "ententer" Adolf Hitler), as tropas americanas começam a desmilitarizar o país e a capturar os colaboradores do Partido Nazista, enquanto enfrentam o ataque furtivo dos "Lobisomens", um grupo alemão que resiste à ocupação. Chega a Berlim Leopold Kessler, um jovem idealista americano de ascendência alemã que vai trabalhar na Zentropa, a empresa ferroviária que se torna um dos pivôs da luta entre americanos e "Lobisomens". Os dois lados querem tirar vantagem de Kessler, que tenta manter-se neutro.
Uma das grandes sacadas de Trier é montar a história de um americano que deseja ir à Alemanha logo após a derrota nazista. Kessler, o americano, diz a certa altura que chega ao antigo inimigo exatamente para ajudar a reconstruí-lo, em um ato de altruísmo.
Mas as boas ideias não param por aí. Europa é considerado o “pai” de A Lista de Schindler, não pela história, mas pelas cenas prioritariamente em preto e branco, com toques de coloridos.
É uma trama de suspense e romance que se desenrola em meio à produção técnica que o próprio Trier definiu como o ápice de sua obsessão por controle da imagem. Não há efeitos especiais, as câmeras são sempre diretas nos personagens, com imagens chapadas.
Aliás, essas características são resultado de um movimento cinematográfico lançado por Trier e seu conterrâneo Thomas Vinterberg, o Dogma 95. Segundo as regras do projeto, para um cinema mais realista e menos comercial, deve-se seguir 10 “votos de castidade”, como não usar truques fotográficos e filtros e utilizar apenas câmeras em mãos.
Trier não seguiu muitos em Europa, mas tentou ser fiel ao “espírito” do movimento. Trier montou um elenco extremamente diverso. Tem alemão, americano, francês... todos juntos, em uma mistureba que dá jogo.
Por Europa, o dinamarquês recebeu o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio de Melhor Contribuição Artística no Festival de Cannes de1991. Merecido.
Europa / Europa
CLASSIFICAÇÃO: DUCA
Ficha técnica:
Elenco: Jean- Marc Barr, Barabara Sukowa, Lawrence Hartman, Udo Kier, Eddie Constantine, Ernst- Hugo Järegård, Erik Mork, Jorgen Reenberg, Henning Jensen, Lars von Trier e Max von Sydow (narrador)
Direção: Lars von Trier
Roteiro: Lars von Trier e Niels Vorsel
Produção: Peter Aalbæk Jensen e Bo Christensen
Ano: 1991
Gênero: Suspense
10 de maio de 2012
O Diário de Bridget Jones
Um dos filmes mais mulherzinha de todos os tempos. Foi lançado em 2001, mas continua atemporal. A história da trintona-solteirona-atrapalhada pode ser vista e revista, pois inúmeras mulheres se identificam com ela.
A saga começa quando Bridget (Reneé Zellweger) decide comprar um diário para anotar tudo o que se passa em sua vida, desde o seu peso, a quantidade de cigarros e, claro, as trapalhadas afetivas.
Ela trabalha em uma editora de livros e tem uma queda enorme pelo seu colega, Daniel Cleaver (Hugh Grant). Mas a mãe de Bridget torce para que ela fique com o filho dos vizinhos, Mark Darcy (Colin Firth). Bridget descobre que Mark e Daniel se conhecem e se detestam por algum motivo do passado e cada um tem uma versão sobre o fato.
Claro que este triângulo rende o filme todo e a graça é perceber como Hugh realmente se encaixou no papel de sedutor/canalha e como a maioria das mulherzinhas que assistem ao filme também cairiam na conversa dele...(eu inclusa). A obra é baseada no livro de Helen Fielding e conta até com uma sequência, "Bridget Jones no Limite da Razão", que não achei tão engraçada quanto o primeiro.
Todo mundo sabe que Reneé teve que engordar zilhões de quilos para o papel e, particularmente, acho que ela fica melhor gordinha do que esquelética. Ela foi indicada para o Oscar de melhor atriz de 2002, mas não levou para casa a estatueta.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Lançamento: 2001
Duração: 94 min.
Direção: Sharon Maguire
Elenco: Renée Zellweger, Hugh Grant e Colin Firth
Gênero: Comédia Romântica
A saga começa quando Bridget (Reneé Zellweger) decide comprar um diário para anotar tudo o que se passa em sua vida, desde o seu peso, a quantidade de cigarros e, claro, as trapalhadas afetivas.
Ela trabalha em uma editora de livros e tem uma queda enorme pelo seu colega, Daniel Cleaver (Hugh Grant). Mas a mãe de Bridget torce para que ela fique com o filho dos vizinhos, Mark Darcy (Colin Firth). Bridget descobre que Mark e Daniel se conhecem e se detestam por algum motivo do passado e cada um tem uma versão sobre o fato.
Claro que este triângulo rende o filme todo e a graça é perceber como Hugh realmente se encaixou no papel de sedutor/canalha e como a maioria das mulherzinhas que assistem ao filme também cairiam na conversa dele...(eu inclusa). A obra é baseada no livro de Helen Fielding e conta até com uma sequência, "Bridget Jones no Limite da Razão", que não achei tão engraçada quanto o primeiro.
Todo mundo sabe que Reneé teve que engordar zilhões de quilos para o papel e, particularmente, acho que ela fica melhor gordinha do que esquelética. Ela foi indicada para o Oscar de melhor atriz de 2002, mas não levou para casa a estatueta.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Lançamento: 2001
Duração: 94 min.
Direção: Sharon Maguire
Elenco: Renée Zellweger, Hugh Grant e Colin Firth
Gênero: Comédia Romântica
7 de maio de 2012
Assalto em Dose Dupla
Eu lembro de Patrick Dempsey dos anos 1980, de filmes como Namorada de Aluguel e Loverboy – Garoto de Programa. Os mais novos o conhecem do seriado Grey’s Anatomy, no qual é o galã. Resolvi ver como estava. Se depender de Assalto em Dose Dupla, mal.
Comédia, o longa conta a história de duas gangues que decidem assaltar um banco ao mesmo tempo. Anunciam o roubo ao mesmo tempo. Tripp (Dempsey) é um dos clientes feitos de reféns. Claro, ainda há a garota bonita, a caixa Kaitlin (Ashley Judd).
Querer misturar ação com comédia não funciona neste filme. As piadas e situações inusitadas são bobas, chatas, sem graça. E a ação é sem qualquer condição de realidade. Lá pelas tantas tudo começa a dar errado para os dois grupos de bandidos. E se descobre que há algo por trás da coincidência.
Praticamente todo o enredo se passa na agência bancária. É tão clichê que dá preguiça. Dempsey continua tendo de escolher melhor, já que depois de estourar como sucesso há 30 anos perdeu espaço pela escolha errada da esposa, que, dizem, o jogou no limbo profissional.
Assalto em Dose Dupla / Flypaper
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Direção: Rob Minkoff
Elenco: Patrick Dempsey, Ashley Judd, Pruitt Taylor Vince, Tim Blake Nelson e Tim Blake Nelson
Gênero: Comédia
Ano: 2011
Comédia, o longa conta a história de duas gangues que decidem assaltar um banco ao mesmo tempo. Anunciam o roubo ao mesmo tempo. Tripp (Dempsey) é um dos clientes feitos de reféns. Claro, ainda há a garota bonita, a caixa Kaitlin (Ashley Judd).
Querer misturar ação com comédia não funciona neste filme. As piadas e situações inusitadas são bobas, chatas, sem graça. E a ação é sem qualquer condição de realidade. Lá pelas tantas tudo começa a dar errado para os dois grupos de bandidos. E se descobre que há algo por trás da coincidência.
Praticamente todo o enredo se passa na agência bancária. É tão clichê que dá preguiça. Dempsey continua tendo de escolher melhor, já que depois de estourar como sucesso há 30 anos perdeu espaço pela escolha errada da esposa, que, dizem, o jogou no limbo profissional.
Assalto em Dose Dupla / Flypaper
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Direção: Rob Minkoff
Elenco: Patrick Dempsey, Ashley Judd, Pruitt Taylor Vince, Tim Blake Nelson e Tim Blake Nelson
Gênero: Comédia
Ano: 2011
6 de maio de 2012
A Dama de Ferro
Meryl Streep é um show. Não à toa é a maior atriz contemporânea, já há anos, e muito provavelmente a maior da história. Em A Dama de Ferro, que lhe rendeu o terceiro Oscar, está impecável. Mas o filme é só ela. Ela e a incrível maquiagem, que também abocanhou o prêmio máximo do cinema.
Para contar a história de Margareth Thatcher, o roteiro de Abi Morgan opta por focar em uma senhora já idosa, com lembranças de seu tempo como Primeira Ministra da Grã-Bretanha e com visões, principalmente do marido, Denis Tatcher (Jim Broadbent), já morto. Perde-se muito tempo com algo que o espectador tem pouca curiosidade.
Claro, mostrar Thatcher na atualidade – seus filhos se disseram “chocados” – é uma boa. Mas não por quase todo o filme. De sua rica história há bem pouco. São flashs, uns longos, outros curtos, sobre sua juventude, sua ascensão à liderança do Partido Conservador e sua escolha como a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira Ministra entre os bretões.
Durante 11 anos e meio Thatcher se manteve no cargo. E passou por situações incríveis! A única passagem mais demorada sobre este período é da Guerra das Malvinas, ou Falklands para os ingleses.
Filha de comerciante, Margaret nunca teve vergonha de suas origens e sempre preferiu os debates políticos às tarefas delegadas para as mulheres. Comandou o reino com mãos de ferro – e por isso ganhou, da Rússia, o apelido de A Dama de Ferro. Mas isso pouco aparece na obra. Seu marido, Denis, aparece mais – morto – do que a Tatcher no auge da vida.
Desta vez o Oscar acertou. Meryl Streep (que já havia ganho o Oscar por Kramer vs. Kramer e A Esoclha de Sofia) e a maquiagem são ótimos. Já o filme, vale o ingresso. E para por aí.
A Dama de Ferro / The Iron Lady
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Abi Morgan
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant e Anthony Head
Duração: 105 min.
Ano: 2011
Gênero:Drama
Para contar a história de Margareth Thatcher, o roteiro de Abi Morgan opta por focar em uma senhora já idosa, com lembranças de seu tempo como Primeira Ministra da Grã-Bretanha e com visões, principalmente do marido, Denis Tatcher (Jim Broadbent), já morto. Perde-se muito tempo com algo que o espectador tem pouca curiosidade.
Claro, mostrar Thatcher na atualidade – seus filhos se disseram “chocados” – é uma boa. Mas não por quase todo o filme. De sua rica história há bem pouco. São flashs, uns longos, outros curtos, sobre sua juventude, sua ascensão à liderança do Partido Conservador e sua escolha como a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira Ministra entre os bretões.
Durante 11 anos e meio Thatcher se manteve no cargo. E passou por situações incríveis! A única passagem mais demorada sobre este período é da Guerra das Malvinas, ou Falklands para os ingleses.
Filha de comerciante, Margaret nunca teve vergonha de suas origens e sempre preferiu os debates políticos às tarefas delegadas para as mulheres. Comandou o reino com mãos de ferro – e por isso ganhou, da Rússia, o apelido de A Dama de Ferro. Mas isso pouco aparece na obra. Seu marido, Denis, aparece mais – morto – do que a Tatcher no auge da vida.
Desta vez o Oscar acertou. Meryl Streep (que já havia ganho o Oscar por Kramer vs. Kramer e A Esoclha de Sofia) e a maquiagem são ótimos. Já o filme, vale o ingresso. E para por aí.
A Dama de Ferro / The Iron Lady
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Phyllida Lloyd
Roteiro: Abi Morgan
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant e Anthony Head
Duração: 105 min.
Ano: 2011
Gênero:Drama
4 de maio de 2012
O Palhaço
Sou fã do Selton Mello. E todo mundo falou maravilhas de O Palhaço. Fui seco para assistir. É bem bom. Mas...
Mas... apesar do nome, O Palhaço é um drama. “Quem é você?” e “qual o seu lugar?” são as duas perguntas que resumem o momento vivido pelo palhaço da trama, o Benjamim. Ele e seu pai Valdemar (Paulo José) formam a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue, do Circo Esperança. São os donos da trupe, que viaja pelo interior do Brasil atrás de umas migalhas.
Mas... a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e precisa entender se realmente quer ser palhaço, se deveria estar em um circo. Ele precisa definir, enfim, se está feliz.
Mas... entra um ventilador na mente de Benjamim. Isso mesmo, um ventilador. Ele tem, digamos, os bons ventos da renovação. Benjamim só pensa em comprar um ventilador. Mas... o dinheiro está curto. E a obsessão pelo ventilador o consome (lembra bem o ralo de O Cheiro do Ralo). Há piadas aqui e acolá, muitas já batidas – e algumas engraçadas, que agradam.
Mas... o ponto é realmente o drama, a decisão sobre o futuro que Benjamim deve tomar. E a decisão demora a chegar, o filme demora a desenvolver. Tem o mérito de contar com Moacyr Franco, Tonico Pereira, Jorge Loredo (Zé Bonitinho), Ferrugem e até Danton Mello, o irmão de Selton. E a parte final agrada muito mais que o meio e o início.
Mas... o “mas” ficou na minha cabeça. Será que teria gostado mais se não tivesse tantas boas recomendações ou menos se o protagonista fosse outro. Muito provável. Mas...
O Palhaço
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Ano: 2011
Duração: 88 minutos
Gênero: Drama
Direção: Selton Mello
Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicato
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Moacyr Franco, Tony Tonelada, Tonico Pereira, Danton Mello e Ferrugem
Mas... apesar do nome, O Palhaço é um drama. “Quem é você?” e “qual o seu lugar?” são as duas perguntas que resumem o momento vivido pelo palhaço da trama, o Benjamim. Ele e seu pai Valdemar (Paulo José) formam a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue, do Circo Esperança. São os donos da trupe, que viaja pelo interior do Brasil atrás de umas migalhas.
Mas... a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e precisa entender se realmente quer ser palhaço, se deveria estar em um circo. Ele precisa definir, enfim, se está feliz.
Mas... entra um ventilador na mente de Benjamim. Isso mesmo, um ventilador. Ele tem, digamos, os bons ventos da renovação. Benjamim só pensa em comprar um ventilador. Mas... o dinheiro está curto. E a obsessão pelo ventilador o consome (lembra bem o ralo de O Cheiro do Ralo). Há piadas aqui e acolá, muitas já batidas – e algumas engraçadas, que agradam.
Mas... o ponto é realmente o drama, a decisão sobre o futuro que Benjamim deve tomar. E a decisão demora a chegar, o filme demora a desenvolver. Tem o mérito de contar com Moacyr Franco, Tonico Pereira, Jorge Loredo (Zé Bonitinho), Ferrugem e até Danton Mello, o irmão de Selton. E a parte final agrada muito mais que o meio e o início.
Mas... o “mas” ficou na minha cabeça. Será que teria gostado mais se não tivesse tantas boas recomendações ou menos se o protagonista fosse outro. Muito provável. Mas...
O Palhaço
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Ano: 2011
Duração: 88 minutos
Gênero: Drama
Direção: Selton Mello
Roteiro: Selton Mello, Marcelo Vindicato
Elenco: Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Moacyr Franco, Tony Tonelada, Tonico Pereira, Danton Mello e Ferrugem
2 de maio de 2012
Sete Dias com Marilyn
Em 1956, a sex symbol Marilyn Monroe desembarcou em Londres para participar de O Príncipe Encantado, com o premiado ator e diretor Laurence Olivier. Seria sua primeira e única filmagem fora dos Estados Unidos. Essa aventura (sim, para ela foi uma aventura) viraria tema do agora Sete Dias com Marilyn.
A convivência entre os dois astros foi péssima e a filmagem, caótica. O episódio renderia dois livros escritos por Colin Clark, que na época, aos 23 anos, desempenhava a função de terceiro assistente de direção: The prince, the showgirl and me (1995), um diário com os bastidores da produção, e My week with Marilyn (2000), sobre o romance dele com a diva durante uma viagem pelo interior da Inglaterra.
As duas obras servem de base para o filme atual, dirigido pelo inglês Simon Curtis. O inglês Eddie Redmayne vive o jovem (e sortudo) Colin Clark. É dele toda a visão da obra. Imagine o que foi para um rapaz de 23 anos ter Marilyn Monroe caindo a seus pés. Só poderia ficar louco... ou quase.
Por seu desempenho como Marilyn, Michelle Williams faturou o Globo de Ouro de melhor atriz, além de concorrer ao Oscar. Scarlett Johansson foi convidada para viver Marilyn Monroe, mas recusou. Perdeu a chance. Kenneth Branagh está no papel de Olivier – e também manda muito bem.
Laurence Olivier é considerado o maior intérprete das obras de William Shakespeare para o cinema. Curiosamente, quem chegou mais perto dele em adaptações shakespearianas foi justamente Kenneth Branagh, que agora interpreta Olivier neste filme.
O verdadeiro Olivier quase desistiu de dirigir para o cinema após a filmagem com Marilyn. Imagine a dificuldade que teve. Mas no fim ele se rendeu à diva, com elogios públicos e sinceros; e voltou a filmar para a telona em 1970, com o filme As Três Irmãs. O sortudo Colin Clark define bem no filme o que eram Marilyn e Laurence Olivier em 1956. Algo mais ou menos assim: “ele é um ator querendo fama. Ela é uma famosa querendo ser atriz”. Ambos conseguiram.
Sete Dias com Marilyn / My Week with Marilyn
CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO
Ficha técnica:
Gênero: Drama
Ano: 2011
Duração: 99 min.
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges, Colin Clark
Elenco: Michelle Williams, Eddie Reymayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Pipp Torrens, Emma Watson, Geraldine Somerville, Michael Kitchen, Miranda Riason, Karl Moffatt, Simon Russell Beale, Toby Jones, Robert Portal, Philip Jackson e Jim Carter
A convivência entre os dois astros foi péssima e a filmagem, caótica. O episódio renderia dois livros escritos por Colin Clark, que na época, aos 23 anos, desempenhava a função de terceiro assistente de direção: The prince, the showgirl and me (1995), um diário com os bastidores da produção, e My week with Marilyn (2000), sobre o romance dele com a diva durante uma viagem pelo interior da Inglaterra.
As duas obras servem de base para o filme atual, dirigido pelo inglês Simon Curtis. O inglês Eddie Redmayne vive o jovem (e sortudo) Colin Clark. É dele toda a visão da obra. Imagine o que foi para um rapaz de 23 anos ter Marilyn Monroe caindo a seus pés. Só poderia ficar louco... ou quase.
Por seu desempenho como Marilyn, Michelle Williams faturou o Globo de Ouro de melhor atriz, além de concorrer ao Oscar. Scarlett Johansson foi convidada para viver Marilyn Monroe, mas recusou. Perdeu a chance. Kenneth Branagh está no papel de Olivier – e também manda muito bem.
Laurence Olivier é considerado o maior intérprete das obras de William Shakespeare para o cinema. Curiosamente, quem chegou mais perto dele em adaptações shakespearianas foi justamente Kenneth Branagh, que agora interpreta Olivier neste filme.
O verdadeiro Olivier quase desistiu de dirigir para o cinema após a filmagem com Marilyn. Imagine a dificuldade que teve. Mas no fim ele se rendeu à diva, com elogios públicos e sinceros; e voltou a filmar para a telona em 1970, com o filme As Três Irmãs. O sortudo Colin Clark define bem no filme o que eram Marilyn e Laurence Olivier em 1956. Algo mais ou menos assim: “ele é um ator querendo fama. Ela é uma famosa querendo ser atriz”. Ambos conseguiram.
Sete Dias com Marilyn / My Week with Marilyn
CLASSIFICAÇÃO: VALE (BEM) O INGRESSO
Ficha técnica:
Gênero: Drama
Ano: 2011
Duração: 99 min.
Direção: Simon Curtis
Roteiro: Adrian Hodges, Colin Clark
Elenco: Michelle Williams, Eddie Reymayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Pipp Torrens, Emma Watson, Geraldine Somerville, Michael Kitchen, Miranda Riason, Karl Moffatt, Simon Russell Beale, Toby Jones, Robert Portal, Philip Jackson e Jim Carter
1 de maio de 2012
Afinado no Amor
Comédia com o Adam Sandler. Não daquele tipo pastelão que ele muitas vezes faz. Mas do segundo tipo, com romance, uma mulher e um homem que se amam mas só ficarão juntos no fim e um toque inusitado. Afinado no Amor é bacana, um passatempo competente, e tem como pontos diferentes a ótima trilha sonora e a ambientação de primeira nos anos 1980.
Em 1985, Robbie Hart (Sandler), que sempre sonhou ser compositor de rock, vive como cantor de casamentos. Ele conhece Julia Sullivan (Drew Barrymore), uma garçonete do salão de festas em que canta, e logo se sente atraído por ela. O inverso é verdadeiro – ela também gosta dele. O problema é que os dois já estão na boca de seus casamentos – claro, ele com uma aproveitadora e ela com um traste.
Ok, já dá para sentir o final. Mas o que vale são as roupas, os cabelos, os carros e as citações aos casais famosos e bandas de rock dos anos 1980. Há, por exemplo, uma senhora que diz que os dois serão felizes para sempre, como Woody Allen e Mia Farrow; e uma ode ao Van Halen. Coisas dos anos 1980...
Drew Barrymore faz bom par com Sandler. Eles também atuaram juntos em Como Se Fosse a Primeira Vez. Ainda estão acompanhados de Steve Buscemi, que faz uma participação especial. Boa opção.
Afinado no Amor / The Wedding Singer
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Frank Coraci
Elenco: Adam Sandler, Drew Barrymore, Christine Taylormais e Steve Buscemi
Gênero: Comédia
Duração: 97 min.
Ano: 1998
Em 1985, Robbie Hart (Sandler), que sempre sonhou ser compositor de rock, vive como cantor de casamentos. Ele conhece Julia Sullivan (Drew Barrymore), uma garçonete do salão de festas em que canta, e logo se sente atraído por ela. O inverso é verdadeiro – ela também gosta dele. O problema é que os dois já estão na boca de seus casamentos – claro, ele com uma aproveitadora e ela com um traste.
Ok, já dá para sentir o final. Mas o que vale são as roupas, os cabelos, os carros e as citações aos casais famosos e bandas de rock dos anos 1980. Há, por exemplo, uma senhora que diz que os dois serão felizes para sempre, como Woody Allen e Mia Farrow; e uma ode ao Van Halen. Coisas dos anos 1980...
Drew Barrymore faz bom par com Sandler. Eles também atuaram juntos em Como Se Fosse a Primeira Vez. Ainda estão acompanhados de Steve Buscemi, que faz uma participação especial. Boa opção.
Afinado no Amor / The Wedding Singer
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Frank Coraci
Elenco: Adam Sandler, Drew Barrymore, Christine Taylormais e Steve Buscemi
Gênero: Comédia
Duração: 97 min.
Ano: 1998
30 de abril de 2012
Os Vingadores
Adorei Os Vingadores! Tudo bem, sou fã de super-heróis, inclusive no cinema, o que levanta suspeita sobre minhas opiniões de um filme com Thor, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, juntos (!!!). Mas o filme consegue somar ação, aventura, suspense e comédia de maneira triunfal. Quem não gosta de histórias em quadrinhos, insista, vá ao cinema. Quem gosta, simplesmente pare tudo e vá ver!
No cinema não parei de ouvir suspiros, risadas, gritos. Aqui na internet, as opiniões vão desde “uma das melhores tardes da minha vida” até “realmente sensacional”. Ok, há os intelectualóides de plantão... os chatos. Mas garanto, a diversão é praticamente certa.
Os Vingadores é um filme de ação bem estruturado, que explora os pontos fortes de todo seu elenco de heróis e dá ao fã - leitor ou novato, que conheceu esse universo no cinema - exatamente o esperado. Entra desde já para o time de superfilmes baseados em histórias em quadrinhos.
Ah, vamos ao enredo, simplificado, pois há muitos detalhes – fáceis de pegar -, o que deixaria este texto enorme: Loki, o irmão de Thor, quer acabar com a Terra. Ele tem um exército para isso. A Shield, uma espécie de FBI do mundo, convoca Thor, Hulk, Capitão América e Homem de Ferro para o combate. Viúva Negra e Gavião Arqueiro, os (até agora) sem poderes sobre-humanos, chegam para ajudar. E o pau começa!
É muita ação! O filme não para. Os efeitos especiais são inacreditáveis! É o típico filme para se gastar uma grana a mais e assistir pelo menos em um cinemão. Se der, o 3D cai bem (apesar de o som fazer mais diferença que a imagem em terceira dimensão).
Há sempre um toque engraçado, sob o comando do Homem de Ferro. Mas para mim – e para toda a sala do cinema – o auge é quando Hulk e Loki se enfrentam. A cena final é, acredite, hilária (sim, é possível).
Hulk, aliás, é de longe o mais poderoso dos heróis. Mas, claro, cada um tem o seu papel: há o estrategista (Capitão América), o arrojado (Homem de Ferro), o sentimental (Thor), os humanos com garra (Gavião) e inteligência (Viúva) e a besta do bem, Hulk.
E os atores? Todos estão bem. Até Chris Hemsworth, o Thor, aparece melhor. Mark Rufallo, o Hulk, se sobressai no time dos bonzinhos. Mas o grande destaque é o bandido. Tom Hiddleston está fantástico como Loki, muito mais à vontade do que em Thor.
Melhor parar por aqui, senão vou entregar todo o filme. Imagino quem realmente é fanático pelos Vingadores (não é meu caso)... deve ter morrido de alegria no cinema. Mesmo sem ser fã de carteirinha, percebe-se sacadas para agradar quem muito conhece.
Dou apenas mais uma dica, que muitos já sabem: fique até depois dos créditos. Além de ver uma indicação do que teremos pela frente, vale para descansar e se deliciar com a lembrança das horas passadas com prazer.
Os Vingadores / The Avengers
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Ano: 2012
Duração: 142 min.
Gênero: Ação
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Zak Penn, Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgård, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow, Paul Bettany, Alexis Denisof e Tina Benko
No cinema não parei de ouvir suspiros, risadas, gritos. Aqui na internet, as opiniões vão desde “uma das melhores tardes da minha vida” até “realmente sensacional”. Ok, há os intelectualóides de plantão... os chatos. Mas garanto, a diversão é praticamente certa.
Os Vingadores é um filme de ação bem estruturado, que explora os pontos fortes de todo seu elenco de heróis e dá ao fã - leitor ou novato, que conheceu esse universo no cinema - exatamente o esperado. Entra desde já para o time de superfilmes baseados em histórias em quadrinhos.
Ah, vamos ao enredo, simplificado, pois há muitos detalhes – fáceis de pegar -, o que deixaria este texto enorme: Loki, o irmão de Thor, quer acabar com a Terra. Ele tem um exército para isso. A Shield, uma espécie de FBI do mundo, convoca Thor, Hulk, Capitão América e Homem de Ferro para o combate. Viúva Negra e Gavião Arqueiro, os (até agora) sem poderes sobre-humanos, chegam para ajudar. E o pau começa!
É muita ação! O filme não para. Os efeitos especiais são inacreditáveis! É o típico filme para se gastar uma grana a mais e assistir pelo menos em um cinemão. Se der, o 3D cai bem (apesar de o som fazer mais diferença que a imagem em terceira dimensão).
Há sempre um toque engraçado, sob o comando do Homem de Ferro. Mas para mim – e para toda a sala do cinema – o auge é quando Hulk e Loki se enfrentam. A cena final é, acredite, hilária (sim, é possível).
Hulk, aliás, é de longe o mais poderoso dos heróis. Mas, claro, cada um tem o seu papel: há o estrategista (Capitão América), o arrojado (Homem de Ferro), o sentimental (Thor), os humanos com garra (Gavião) e inteligência (Viúva) e a besta do bem, Hulk.
E os atores? Todos estão bem. Até Chris Hemsworth, o Thor, aparece melhor. Mark Rufallo, o Hulk, se sobressai no time dos bonzinhos. Mas o grande destaque é o bandido. Tom Hiddleston está fantástico como Loki, muito mais à vontade do que em Thor.
Melhor parar por aqui, senão vou entregar todo o filme. Imagino quem realmente é fanático pelos Vingadores (não é meu caso)... deve ter morrido de alegria no cinema. Mesmo sem ser fã de carteirinha, percebe-se sacadas para agradar quem muito conhece.
Dou apenas mais uma dica, que muitos já sabem: fique até depois dos créditos. Além de ver uma indicação do que teremos pela frente, vale para descansar e se deliciar com a lembrança das horas passadas com prazer.
Os Vingadores / The Avengers
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Ano: 2012
Duração: 142 min.
Gênero: Ação
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Zak Penn, Joss Whedon
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Clark Gregg, Cobie Smulders, Stellan Skarsgård, Samuel L. Jackson, Gwyneth Paltrow, Paul Bettany, Alexis Denisof e Tina Benko
29 de abril de 2012
Crimes do Coração
Crimes do Coração é muito ruim. Ponto. Poderia acabar o
texto por aqui. Mas vou alongar um pouco, até que você se convença. Ou não. Mas
não diga que não avisei.
Três irmãs com perfis totalmente diferentes se reencontram quando a caçula atira no marido. A mais velha é a envergonhada, a que aguenta os surtos familiares. A do meio é a gostosona que foi a Holywood e agora volta com o rabo entre as pernas. E a mais nova, a inocente.
Em comum, a loucura. Sim, não é essa a intenção do filme, mas elas só podem ser loucas. Como gritam! Gritam, grita, gritam.... o tempo todo!
Incrível: como três atrizes de nome podem provar ser tão ruins! Diane Keaton, Sissy Spacek e Jéssica Lange são o tripé da obra, que ainda conta com Sam Shepard interpretando o apaixonado pela irmã do meio, e Tessa Harper como uma prima.
Mais incrível: o filme recebeu três indicações ao Oscar, em 1987, incluindo de Atriz (Sissy Spacek) e Atriz Coadjuvante (Tess Harper). Mais incrível ainda: também foi indicado a Roteiro Adaptado. Não pode! Que gosto é esse do pessoal do da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas?
Pior para o Globo de Ouro, que deu o prêmio a Sissy Spacek por Atriz em Comédia ou Drama.
O que são os personagens secundários, como o apaixonado vivido por Shepard e a prima que vive na casa vizinha? Ainda há um avô inteernado em hospital. Nada acrescentam. Aliás, nem as personagens principais! O filme não tem objetivo. É um catadão de personagens... loucos.
Crimes do Coração / Crimes of Heart
Direção: Bruce Beresford
Elenco: Diane Keaton, Sissy Spacek, Jessica Lange, Tess Harper e Sam Shepard
Gênero: Drama
Ano: 1986
Duração: 105 min.
Três irmãs com perfis totalmente diferentes se reencontram quando a caçula atira no marido. A mais velha é a envergonhada, a que aguenta os surtos familiares. A do meio é a gostosona que foi a Holywood e agora volta com o rabo entre as pernas. E a mais nova, a inocente.
Em comum, a loucura. Sim, não é essa a intenção do filme, mas elas só podem ser loucas. Como gritam! Gritam, grita, gritam.... o tempo todo!
Incrível: como três atrizes de nome podem provar ser tão ruins! Diane Keaton, Sissy Spacek e Jéssica Lange são o tripé da obra, que ainda conta com Sam Shepard interpretando o apaixonado pela irmã do meio, e Tessa Harper como uma prima.
Mais incrível: o filme recebeu três indicações ao Oscar, em 1987, incluindo de Atriz (Sissy Spacek) e Atriz Coadjuvante (Tess Harper). Mais incrível ainda: também foi indicado a Roteiro Adaptado. Não pode! Que gosto é esse do pessoal do da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas?
Pior para o Globo de Ouro, que deu o prêmio a Sissy Spacek por Atriz em Comédia ou Drama.
O que são os personagens secundários, como o apaixonado vivido por Shepard e a prima que vive na casa vizinha? Ainda há um avô inteernado em hospital. Nada acrescentam. Aliás, nem as personagens principais! O filme não tem objetivo. É um catadão de personagens... loucos.
Crimes do Coração / Crimes of Heart
CLASSIFICAÇÃO: NEM A PAU, JUVENAL!
Ficha técnica:
Direção: Bruce Beresford
Elenco: Diane Keaton, Sissy Spacek, Jessica Lange, Tess Harper e Sam Shepard
Gênero: Drama
Ano: 1986
Duração: 105 min.
25 de abril de 2012
Fargo - Uma Comédia de Erros
Eu me lembro que em 1997 (diretamente do túúúnel do tempo), na época em que eu ainda tinha forças para ficar acordada até de noitão para assistir ao Oscar, este filme foi um dos mais comentados. Demorei todos esses anos para assistir (sou dessas) e agora ele está aqui.
É uma daquelas obras que te deixam nervoso. Jerry Lundegaard (William H. Macy) é gerente de uma loja de automóveis e está passando por dificuldades financeiras.
Tem a brilhante ideia de simular o sequestro de sua mulher para que o pai dela, dono da loja onde trabalha, pague o resgate. Ele combina com dois comparsas, Carl Showalter (Steve Buscemi- os dentes mais tortos da TV americana) e Gaear Grimsrud (Peter Stormare), para que façam o serviço.
O que era uma coisa aparentemente simples acaba se complicando. Os dois sequestradores fictícios acabam se envolvendo em crimes de verdade. Matam um policial e dois adolescentes. Uma chefe de polícia (Frances McDormand) da cidade vizinha começa a investigar estas mortes e então a coisa vai se tornando maior ainda, um crime para encobrir o outro.
A história é bem sanguinolenta, mas bem amarradinha. O filme empolga, tanto que foi indicado para o Oscar Melhor Atriz (Frances McDormand), Melhor Roteiro Original (Joel e Ethan Coen), Melhor Filme, Melhor Diretor (Joel e Ethan Coen), Melhor Ator Coadjuvante (William H. Macy), Melhor Fotografia e Melhor Edição. Levou as duas primeiras estatuetas.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Ano: 1996
Direção: Joel Coen/Ethan Coen
Elenco: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Harve Presnell e Peter Stormare Género Gênero: Drama
Duração: 98 min.
Tem a brilhante ideia de simular o sequestro de sua mulher para que o pai dela, dono da loja onde trabalha, pague o resgate. Ele combina com dois comparsas, Carl Showalter (Steve Buscemi- os dentes mais tortos da TV americana) e Gaear Grimsrud (Peter Stormare), para que façam o serviço.
O que era uma coisa aparentemente simples acaba se complicando. Os dois sequestradores fictícios acabam se envolvendo em crimes de verdade. Matam um policial e dois adolescentes. Uma chefe de polícia (Frances McDormand) da cidade vizinha começa a investigar estas mortes e então a coisa vai se tornando maior ainda, um crime para encobrir o outro.
A história é bem sanguinolenta, mas bem amarradinha. O filme empolga, tanto que foi indicado para o Oscar Melhor Atriz (Frances McDormand), Melhor Roteiro Original (Joel e Ethan Coen), Melhor Filme, Melhor Diretor (Joel e Ethan Coen), Melhor Ator Coadjuvante (William H. Macy), Melhor Fotografia e Melhor Edição. Levou as duas primeiras estatuetas.
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica
Ano: 1996
Direção: Joel Coen/Ethan Coen
Elenco: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Harve Presnell e Peter Stormare Género Gênero: Drama
Duração: 98 min.
24 de abril de 2012
Goose
Reece "Goose" Tatum foi um dos mais espetaculares jogadores de basquete da história. Estrela mundial nas décas de 1940 e 1950, hoje é pouco conhecido, até mesmo nos Estados Unidos, sua terra natal. É de sua fama que o documentário Goose trata.
Produzido pelo canal de televisão esportivo ESPN, Goose nasceu como parte da programação do Black History Month, mês organizado pela emissora em homenagem aos históricos esportistas negros.
O filme mostra um pouco da vida de Tatum, líder do Harlem Globetrotters de 1942 a 1954, quando se tornou o atleta mais bem pago do mundo. Uma combinação de talento no basquete com genialidade na comédia.
Engana-se quem pensa que os Globetrotters foram só palhaçadas ao longo do tempo. O documentário aborda com maestria dois jogos entre os Trotters e o então Mineapolis Lakers. São duas vitórias dos então menosprezados do Harlem, em Nova York, a primeira apertada e a segunda com direito a show.
Ainda tem depoimentos de jogadores do Hall da Fama do Basquete, lendas que se espelharam em Goose. O ápice é a entrada póstuma de Goose no mesmo “panteão”, em 2011, quando seu filho mais novo recebe a honraria. Chega-se a afirmar, no filme, que Goose foi o mais famoso atleta americano em todo o mundo antes da existência de Michael Jordan.
A história é pontuada pela abordagem do racismo norte-americano no meio do século 20. Se em todo o mundo Goose era famoso, no sul dos Estados Unidos ainda sofria com preconceito.
Após brigar com a direção dos Globetrotters, Goose formou seu próprio time, o Harlem Magicians, sem o mesmo sucesso. Em seguida, comprou dois times, um de beisebol e outro de basquete, times “sérios”, digamos. Em 1967, aos 45 anos, morreu.
Goose
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Kevin Shaw
Duração: 60 min.
Ano: 2012
Gênero: Documentário
Produzido pelo canal de televisão esportivo ESPN, Goose nasceu como parte da programação do Black History Month, mês organizado pela emissora em homenagem aos históricos esportistas negros.
O filme mostra um pouco da vida de Tatum, líder do Harlem Globetrotters de 1942 a 1954, quando se tornou o atleta mais bem pago do mundo. Uma combinação de talento no basquete com genialidade na comédia.
Engana-se quem pensa que os Globetrotters foram só palhaçadas ao longo do tempo. O documentário aborda com maestria dois jogos entre os Trotters e o então Mineapolis Lakers. São duas vitórias dos então menosprezados do Harlem, em Nova York, a primeira apertada e a segunda com direito a show.
Ainda tem depoimentos de jogadores do Hall da Fama do Basquete, lendas que se espelharam em Goose. O ápice é a entrada póstuma de Goose no mesmo “panteão”, em 2011, quando seu filho mais novo recebe a honraria. Chega-se a afirmar, no filme, que Goose foi o mais famoso atleta americano em todo o mundo antes da existência de Michael Jordan.
A história é pontuada pela abordagem do racismo norte-americano no meio do século 20. Se em todo o mundo Goose era famoso, no sul dos Estados Unidos ainda sofria com preconceito.
Após brigar com a direção dos Globetrotters, Goose formou seu próprio time, o Harlem Magicians, sem o mesmo sucesso. Em seguida, comprou dois times, um de beisebol e outro de basquete, times “sérios”, digamos. Em 1967, aos 45 anos, morreu.
Goose
CLASSIFICAÇÃO: VALE O INGRESSO
Ficha técnica:
Direção: Kevin Shaw
Duração: 60 min.
Ano: 2012
Gênero: Documentário
22 de abril de 2012
Gato de Botas
Muito antes de conhecer o ogro Shrek, Gato de Botas vive uma aventura em família. Na verdade, uma família adotada. Ele e seu melhor amigo – um “irmão” -, o ovo (sim, um ovo) Humpty Dumpty, saem em busca da gansa dos ovos de ouro, em um caminho via pé de feijão. Eles têm a companhia de Kitty Pata Mansa, uma gatuna, literalmente. É muita coisa num filme só, não?
Quem não conhece, Gato de Botas pouco tem a ver com o original, personagem criado em 1697 por Charles Perraultt. Esse já virou desenho também, mas em um filme francês bem fraquinho: A Verdade História do Gato de Botas. O Gato de Botas daqui é o companheiro dos filmes Shrek, um personagem que, de tanto sucesso, ganhou seu próprio longa.
Produzido por Guillermo del Toro (com Andrew Adamson), o filme mordeu cerca de US$ 150 milhões somente nos Estados Unidos. O curioso é que chegou a ter seu lançamento cogitado diretamente nas locadoras. Entendo o porquê. Não empolga, é extremamente complicado e parece um tanto forçado.
Nem uma menção a Shrek e sua trupe (apesar da clara cópia de ritmo e estilo)! E, claro, isso não agrada fãs. Junta personagens tão distintos que fica extremamente inverossímil. Além do pé de feijão de João, do “ovo irmão”, a gatuna preta e da gansa de ovos de ouro, há a filha da gansa, a mãe adotiva do Gato, um toque de Zorro, um dupla humana de bandidos, javalis malvados... até o João (o plantador de feijão)!
A saga Shrek é assim? Sim, e este fica apenas como uma cópia. Pelo menos o olhar de “gatinho manhoso” está lá.
Gato de Botas / Puss in Boots
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Ano: 2011
Duração: 90 min.
Direção: Chris Miller
Elenco (vozes): Antonio Banderas, Salma Hayek e Zach Galifianakismais
Produção: Guillermo del Toro e Andrew Adamson
Gênero: Animação
Quem não conhece, Gato de Botas pouco tem a ver com o original, personagem criado em 1697 por Charles Perraultt. Esse já virou desenho também, mas em um filme francês bem fraquinho: A Verdade História do Gato de Botas. O Gato de Botas daqui é o companheiro dos filmes Shrek, um personagem que, de tanto sucesso, ganhou seu próprio longa.
Produzido por Guillermo del Toro (com Andrew Adamson), o filme mordeu cerca de US$ 150 milhões somente nos Estados Unidos. O curioso é que chegou a ter seu lançamento cogitado diretamente nas locadoras. Entendo o porquê. Não empolga, é extremamente complicado e parece um tanto forçado.
Nem uma menção a Shrek e sua trupe (apesar da clara cópia de ritmo e estilo)! E, claro, isso não agrada fãs. Junta personagens tão distintos que fica extremamente inverossímil. Além do pé de feijão de João, do “ovo irmão”, a gatuna preta e da gansa de ovos de ouro, há a filha da gansa, a mãe adotiva do Gato, um toque de Zorro, um dupla humana de bandidos, javalis malvados... até o João (o plantador de feijão)!
A saga Shrek é assim? Sim, e este fica apenas como uma cópia. Pelo menos o olhar de “gatinho manhoso” está lá.
Gato de Botas / Puss in Boots
CLASSIFICAÇÃO: ESPERE A SESSÃO DA TARDE
Ficha técnica:
Ano: 2011
Duração: 90 min.
Direção: Chris Miller
Elenco (vozes): Antonio Banderas, Salma Hayek e Zach Galifianakismais
Produção: Guillermo del Toro e Andrew Adamson
Gênero: Animação
20 de abril de 2012
Confiar
Que surpresa este Confiar! Estava totalmente com o pé atrás, mas mais uma vez aprendi que não se deve julgar o disco pela capa... ou, neste caso, o filme pela sinopse.
Veja se não tinha tudo para dar errado. Com direção de David Schwimmer (o Ross, da série Friends - ele já dirigiu Maratona do Amor), o longa trata de uma família que enfrenta problemas quando Annie, a filha de 14 anos, conhece seu primeiro namorado pela internet. Após meses se comunicando online e por telefone, Annie descobre que a pessoa que se passa por um garoto é, na verdade, um homem bem mais velho, e supostamente, um maníaco sexual.
Já imaginei aqueles filmes com sequestro, violência, agressões, sangue. E com o Ross na direção, tudo isso misturado a água com açúcar. Que nada! Muito diferente. Roteiro - de Andy Bellin and Robert Festinger - que não deixa desgrudar os olhos da tela. O filme é uma séria discussão sobre abuso sexual. Depois de assistir, percebi que há detalhes que ficaram fora da sinopse. E por isso o filme parece comum, o que, definitivamente, não é.
O adulto que se encontra com Annie é um pedófilo profissional. Mas tire da cabeça a imagem de um bandido feio, com barba por fazer, olho esbugalhado. Não, ele é aparentemente um sujeito comum... sedutor, mas externamente comum. Em momento algum ele usa a força, e nem precisa, já que sabe como conquistar uma adolescente. E não é com bala ou doce.
Fica claro que, por mais que os pais sejam corretos e tentem ficar atentos ao comportamento dos filhos, há brechas na vida de qualquer um. E nestes espaços os bandidos “profissionais” entram.
Não há aquele típico pai revoltado, que sai matando todo mundo, estilo Mel Gibson. Clive Owen é Will, um pai desesperado, mas sem saber o que fazer. Catherine Keener é Lynn, a mãe que quer esquecer o acontecido. E Liana Liberato é a adolescente, que dá um toque genial à trama. Ela acredita piamente que não foi violentada sexualmente. Quer que suas fantasias sejam reais. Acredita mais no violentador do que nos pais. E deixa toda a família sem “chão”.
Os atores estão ótimos. E há cenas geniais, como quando Will (o pai) conta o acontecido para seu chefe. A reação do chefe é, até certo ponto, esperada. E isso mexe com o espectador. E o final? Magistral. Até mesmo depois dos créditos vale assistir.
Aqui no Brasil a obra é proibida para menores de 16 anos. Deveria ser o contrário: obrigatória para menores de 16! E para todos os pais.
Afinal, violência sexual não precisa ser agressiva, brutal ou selvagem.
Confiar / Trust
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Direção: David Schwimmer
Elenco: Liana Liberato, Clive Owen, Catherine Keener, Noah Emmerich e Viola Davis
Gênero: Drama
Duração: 106 min.
Ano: 2010
Veja se não tinha tudo para dar errado. Com direção de David Schwimmer (o Ross, da série Friends - ele já dirigiu Maratona do Amor), o longa trata de uma família que enfrenta problemas quando Annie, a filha de 14 anos, conhece seu primeiro namorado pela internet. Após meses se comunicando online e por telefone, Annie descobre que a pessoa que se passa por um garoto é, na verdade, um homem bem mais velho, e supostamente, um maníaco sexual.
Já imaginei aqueles filmes com sequestro, violência, agressões, sangue. E com o Ross na direção, tudo isso misturado a água com açúcar. Que nada! Muito diferente. Roteiro - de Andy Bellin and Robert Festinger - que não deixa desgrudar os olhos da tela. O filme é uma séria discussão sobre abuso sexual. Depois de assistir, percebi que há detalhes que ficaram fora da sinopse. E por isso o filme parece comum, o que, definitivamente, não é.
O adulto que se encontra com Annie é um pedófilo profissional. Mas tire da cabeça a imagem de um bandido feio, com barba por fazer, olho esbugalhado. Não, ele é aparentemente um sujeito comum... sedutor, mas externamente comum. Em momento algum ele usa a força, e nem precisa, já que sabe como conquistar uma adolescente. E não é com bala ou doce.
Fica claro que, por mais que os pais sejam corretos e tentem ficar atentos ao comportamento dos filhos, há brechas na vida de qualquer um. E nestes espaços os bandidos “profissionais” entram.
Não há aquele típico pai revoltado, que sai matando todo mundo, estilo Mel Gibson. Clive Owen é Will, um pai desesperado, mas sem saber o que fazer. Catherine Keener é Lynn, a mãe que quer esquecer o acontecido. E Liana Liberato é a adolescente, que dá um toque genial à trama. Ela acredita piamente que não foi violentada sexualmente. Quer que suas fantasias sejam reais. Acredita mais no violentador do que nos pais. E deixa toda a família sem “chão”.
Os atores estão ótimos. E há cenas geniais, como quando Will (o pai) conta o acontecido para seu chefe. A reação do chefe é, até certo ponto, esperada. E isso mexe com o espectador. E o final? Magistral. Até mesmo depois dos créditos vale assistir.
Aqui no Brasil a obra é proibida para menores de 16 anos. Deveria ser o contrário: obrigatória para menores de 16! E para todos os pais.
Afinal, violência sexual não precisa ser agressiva, brutal ou selvagem.
Confiar / Trust
CLASSIFICAÇÃO: PARE TUDO E VÁ VER!
Ficha técnica:
Direção: David Schwimmer
Elenco: Liana Liberato, Clive Owen, Catherine Keener, Noah Emmerich e Viola Davis
Gênero: Drama
Duração: 106 min.
Ano: 2010
19 de abril de 2012
REC
Ando vendo por aí muita coisa sobre zumbis; ou eles voltaram a habitar a imaginação dos diretores de terror ou eu preciso rever as minhas amizades. De qualquer maneira, zumbi espanhol era novidade pra mim e ai entra o REC.Produzido em 2007 por Jaume Balagueró e Paco Plaza, conta a história da repórter de televisão Ángela Vidal (Manuela Velasco) e seu operador de câmera Pablo (Pablo Rosso), que fazem matérias para um quadro chamado “Enquanto você dorme”. Eles vão acompanhar a rotina noturna do corpo de bombeiros em Barcelona na esperança da coisa toda ser muito emocionante.
Nada acontece e quando estão prestes a desistir da pauta a sirente toca e sai todo mundo correndo para atender o chamado que vem de um apartamento no centro da cidade, onde uma senhora está presa e transtornada, assustando toda a vizinhança.
Ao chegarem lá, todos se deparam com a velinha surtada, é necessário chamar o reforço da polícia, mas eles foram isolados no edifício porque um vírus suspeito e infeccioso foi produzido no local! O resto, deixo pra vocês imaginarem.
As filmagens têm um clima meio caseiro, no mesmo estilo “A Bruxa de Blair”, no qual a única camera é a da equipe de reportagem. Esse truque faz a história parecer bem real. O enredo é bobinho, sem grandes momentos, mas até vale pra quem gosta desse tipo de filme e pra tomar um sustos! REC é um classicão do genêro. Existem duas continuações - REC 2 e 3 - escritas e dirigidas pelos mesmos autores mas vão ficar para os próximos posts!
Quem for conferir, deixe a luz acessa. Não subestimem os zumbis!
Classificação – ESPERE O CORUJÃO
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jaume Balagueró, Paco Plaza
Elenco: Manuela Velasco, Javier Botet, Manuel Bronchud, Martha Carbonell.
Trilha Sonora: Xavier Mas
Duração: 85 min.
Ano: 2007
País: Espanha
Gênero: Terror
Marcadores:
REC
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